O lance foi assustador. Depois de levar um chapéu e um “rolinho” do habilidoso William, o volante Marcinho Guerreiro atingiu violentamente o companheiro, que ficou estirado no gramado à espera de atendimento médico durante o coletivo desta sexta-feira.
Ao término das atividades, o técnico Jair Picerni, que conversou rapidamente com Guerreiro na hora da jogada, revelou com bom humor que deu uma chamada no atleta, para não correr o risco de ver o Verdão prejudicado dentro de campo.
“O Guerreiro, não satisfeito em dar um carrinho, deu o segundo para confirmar. Ele é um atleta de muita pegada, mas não pode fazer isso, não tem necessidade. Ele compreendeu, pois se fizer isso no campo, vai levar seis cartões vermelhos”, exagerou.
O goleiro Diego Cavalieri foi outro que comentou o lance, mas evitou criticar o “excesso de vontade” mostrado por Guerreiro na disputa com William. “Isso é natural. Às vezes sai uma ou outra faísca, pois é futebol, tem contato. Só não pode ser todo dia”, advertiu.
Questionado sobre o ambiente do grupo do Palmeiras, Cavalieri garantiu que está tudo bem no elenco verde. “Aqui é um grupo bom e um elenco bom também. Há discussões dentro de campo, mas ninguém nunca saiu na mão”, concluiu.