Marcus Pereira
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Kelvin se tornou o xodó da torcida do Gama, mas virar ídolo do Periquito será algo que não deve acontecer. Com prazo de validade até o final do Candangão, o camisa 7 não deve permanecer no clube e, por isso, ele sabe que precisa deste caneco para coroar sua passagem pelo Gama.
“É sempre bom sair do clube como ídolo, é bom para o currículo. Estamos encarando cada jogo como uma final e vamos atrás do título”, observou o jovem jogador.
O atacante e companhia encaram hoje o Capital, no Bezerrão, às 19h, um confronto carregado de nostalgia para os torcedores mais antigos do Alviverde.
Ídolo na época de ouro do Gama, quando a equipe disputou a Série A do Brasileiro, o ex-zagueiro Gerson Vieira é o atual treinador do Capital, que ainda conta com outro daquela geração, o meia Rochinha – naquela época, ele era o dono da lateral esquerda gamense.
Para Gerson, a fórmula para se tornar um ídolo é simples: ganhar troféus. Sabendo disso, o treinador não acredita que o jovem atacante do Gama consiga essa indentificação. “O Kelvin é um baita jogador. É uma pena que ele não terá tempo para ganhar títulos pelo Gama”, comentou.
Logo mais, o treinador deixará de lado todo o saudosismo em busca de uma luz no fim do túnel. O seu time é o vice-lanterna geral da competição e briga para não ser rebaixado. “Infelizmente, faltou um tempo de trabalho maior para que o Capital lutasse por algo além de não cair”, avaliou o treinador.
Nostalgia
Boas lembranças não faltam a Gerson ao falar do Periquito. “São oito anos de história que eu tenho ali. O Gama me projetou para o futebol. Tenho muitas saudades daquele tempo, da cidade, da torcida”, lembrou.
O treinador revelou um certo desapontamento. “Ao entrar no Bezerrão, fico imaginando como seria aquele time jogando nesse estádio, com aquela torcida maravilhosa”.