Ponto alto da seleção brasileira na Copa da Alemanha, o sistema defensivo verde e amarelo deve muito à boa colocação e ao senso de cobertura do jovem Juan, companheiro de Roque Júnior no Bayer Leverkusen, e de Lúcio no miolo de zaga nacional.
Para o jogador, o bom desempenho do setor no Mundial não é mérito somente da dupla de zaga e dos laterais, e sim fruto do conjunto. "Conversa, treinamento e ajuda dos companheiros, até do ataque, têm ajudado bastante dentro de campo".
Confiante, o jogador alertou sobre o principal perigo do time francês, adversário do próximo sábado, mas mostrou tranqüilidade quando questionado sobre o que fazer para brecar o camisa 12 dos Bleus , Thierry Henry.
"O Henry é um jogador perigoso, muito rápido, por isso é fundamental ter sempre alguém na sobra para corrigir eventuais erros. Precisamos ficar atentos a ele durante os 90 minutos da partida", exigiu.
Juan voltou a frisar que o retrospecto favorável à França diante do Brasil nos dois últimos Mundiais em que se enfrentaram (1986 e 1998) não é a principal preocupação da seleção para o confronto das quartas-de-final.
"A França assusta pelo bom time que tem e pela qualidade dos jogadores, independentemente do que aconteceu nas últimas vezes em que se enfrentaram nas Copas. Eles darão muito trabalho e será um jogo bastante equilibrado", concluiu.