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Futebol

Elizondo confirma boa fase dos árbitros sul-americanos

Arquivo Geral

10/07/2006 0h00

O árbitro argentino Horácio Elizondo teve uma excelente atuação na final da Copa da Alemanha e manteve a média dos árbitros sul-americanos no torneio em alta. Elizondo, de 42 anos, apitou neste domingo sua quinta partida no mundial. Sua última atuação foi nada menos do que a final, e ele se mostrou à altura das circunstâncias, com todos os olhos do mundo sobre seus movimentos ágeis e suas decisões acertadas.

O desempenho de Elizondo também foi um fecho de ouro para a arbitragem sul-americana, que teve sete representantes entre os 26 que apitaram na Copa. Quando Elizondo foi escolhido para o jogo de abertura entre Alemanha e Costa Rica, Julio Grondona, presidente da Associação de Futebol Argentino (AFA) e vice-presidente da Fifa, disse que essa decisão foi um prêmio para a arbitragem da América Latina.

Elizondo e o mexicano Benito Archundia apitaram cinco partidas cada um, um recorde em um mundial. Outro dado a levar em conta é que três das últimas quatro partidas da Copa foram dirigidas por sul-americanos.

Archundia apitou a semifinal entre Itália e Alemanha, enquanto o uruguaio Jorge Larrionda se encarregou do jogo entre França e Portugal. O argentino também apitou nos confrontos entre Gana e República Tcheca e Coréia do Sul e Suíça na primeira fase, e Portugal contra Inglaterra nas quartas-de-final.

DECISÕES DURAS

Na partida da Inglaterra, Elizondo expulsou o inglês Wayne Rooney no segundo tempo por uma falta dura contra um adversário. Elizondo se mostrou tranqüilo e enérgico na final, na qual a Itália bateu a França nos pênaltis depois de empatar em 1 x 1 no tempo regulamentar e manter o placar na prorrogação.

O argentino marcou com severidade desde o início do jogo e sempre esteve perto da bola, seguindo com atenção cada jogada e as observações de seus assistentes. Aos sete minutos marcou um pênalti para a França depois de uma falta de Materazzi sobre Florent Malouda, e aos 15 minutos do segundo tempo anulou a jogada que terminou em um gol do italiano Luca Toni por impedimento.

No final, tomou a decisão pela qual seguramente vai ser lembrado por muito tempo: a expulsão do astro Zinedine Zidane aos 111 minutos de jogo na última partida do francês em sua bem sucedida carreira futebolística.

Zidane reagiu a um aparente insulto de Marcelo Materazzi dando uma cabeçada em seu peito e foi expulso por Elizondo, que não viu o incidente, mas puniu o meia francês após ter consultado seu auxiliar de linha Darío García, também argentino.

Elizondo arbitrou sua primeira partida internacional em 9 de outubro de 1996, quando a Colômbia bateu o Equador por 1 x 0 na eliminatória sul-americana da Copa de 1998 na França. Também apitou nos mundiais sub-17 de 1997 e 2005, no mundial sub-20 de 2003, nos Jogos Olímpicos de Atenas em 2004, nas eliminatórias européias e da Concacaf para a Copa de 2002 e na eliminatória da Ásia para a Copa de 1998, assim como em várias edições da Copa América e do mundial de Clubes da Fifa em 2000.

Elizondo foi o quarto árbitro sul-americano a dirigir uma final de mundial e o primeiro a fazê-lo em 16 anos. Seus antecessores atuaram nas finais dos torne ios de 1982, 1986 e 1990. O brasileiro Arnaldo Coelho apitou a final da Espanha em 1982, na qual a Itália derrotou a Alemanha por 3 x 1.

Seu compatriota Romualdo Arppi Filho arbitrou a vitória da Argentina sobre a Alemanha Ocidental por 3 x 2 no México em 1986. Já o mexicano Edgardo Codesal arbitrou a vitória da Alemanha Ocidental sobre a Argentina na Itália em 1990.

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