O protagonista da jogada mais polêmica da primeira final da Copa do Brasil jura inocência. Autor do passe para Ronaldo fazer o segundo gol da vitória corintiana por 2 a 0 sobre o Internacional, Elias diz que ainda não sabe se a bola estava rolando e garante não ter ouvido o apito de Heber Roberto Lopes marcando falta no lance anterior.
“Foi um lance muito rápido, não dá para saber se a bola estava parada. Vi na TV que a bola veio tão lenta que dá a impressão que está parada. E também não escutei o apito do juiz. Não sei se ele deu vantagem ou falta”, argumentou o volante nesta quinta-feira.
Diante da dúvida que ainda lhe persiste, o camisa 7 alvinegro nem se importa com as reclamações dos diretores gaúchos. “O futebol é sempre assim. Sempre o derrotado reclama de alguma coisa. É normal. Quem sai derrotado precisa de desculpa”, argumentou.
Segundo o meio-campista, o Timão também não está tão satisfeito quanto parece com a atuação do árbitro. “Também temos reclamações para fazer. O número oito, Sandro se não me engano, deu dois carrinhos que merecia expulsão e não tomou nem amarelo”, relembrou.
Polêmicas à parte, o jogador celebra o sucesso de sua jogada com o Fenômeno. “Ele é se movimenta muito nas costas do adversário. Só no movimento você já sabe onde ele quer a bola. Quando ele puxou e o adversário acompanhou, já toquei. A gente sempre procura jogar na direção do gol porque a explosão dele é fantástica”, elogiou.
“Já fiz isso várias vezes com o Alessandro, o Dentinho, o Jorge Henrique. Foi a primeira vez com o Ronaldo, que se movimenta muito e facilita para quem está colocando a bola. A gente está bastante entrosado”, completou, esquecendo-se que deu o passe para Ronaldo fazer por cobertura o último gol da vitória por 3 a 1 sobre o Santos, na Vila Belmiro, na final do Campeonato Paulista.