No que antes parecia ser um mercado restrito para jogadores estrangeiros, hoje o Brasil parece ser o destino certo de grande parte dos vizinhos da América do Sul.
Na temporada 2016, os grandes clubes fecharam poucas contratações. No entanto, essas transações têm se caracterizado pelo alto número de atletas estrangeiros, muitas vezes, em maior número que de atletas nacionais.
Esse é o caso do Botafogo. Entre o retorno de jogadores como o atacante brasiliense Henrique, que estava no Coritiba, a diretoria resolveu apostar em nomes pouco conhecidos dos brasileiros. Da Argentina, anunciou o zagueiro Joel Carli, ex-Quilmes, e, após anunciar Gervásio Nuñes, ainda contratou os meias Damian Lizio, da Bolívia e Pedro Larrea, do Equador. Todos os jogadores sem experiência no futebol brasileiro.
Também do Equador, mas em sua terceira temporada no Brasil, o zagueiro Erazo foi a primeira contratação oficial do Atlético-MG. Ontem, o clube ainda apresentou o meia compatriota do defensor, Juan Cazares, que estava no Banfield. Agora, o clube conta com cinco estrangeiros (Com Dátolo, Pratto e Cardenas) fora o técnico argentino, Diego Aguirre.
Do Universidad do Chile, o Internacional trouxe o lateral-direito Paulo Cézar Magalhães, brasileiro naturalizado chileno. O Cruzeiro trouxe do Estudiantes (ARG), o argentino Sanchez Miño. Ao todo, são sete novos estrangeiros já contratados e várias negociações.
Cada vez mais perto
Uma contratação muito próxima de acontecer é a volta do ídolo são-paulino Lugano. O uruguaio não renovou com seu clube, o Cerro Porteño e segue em negociações com a diretoria tricolor. Lugano pode ser apresentado amanhã.
Em busca de um meia, o Flamengo ainda não desistiu do argentino Mancuello, do Independiente. Depois de uma primeira proposta ironizada pelo clube do jogador, o Rubro-negro ainda tenta a negociação do volante chileno, Marcelo Díaz.
Nova onda equatoriana
Sensação das Eliminatórias da Copa-2018, o Equador entrou de vez na rota de investigação dos olheiros brasileiros. Dos sete atletas estrangeiros já negociados nessa janela de transferência brasileira, três são do país que lidera a caminhada para a Copa do Mundo de 2018 na América do Sul.
O pioneiro dessa geração de altetas equatorianos no Brasil é o zagueiro Erazo, que chegou em 2014 ao Flamengo. Sem ter muito sucesso, foi emprestado para o Grêmio, onde dividiu opiniões. Agora, no Galo, o jogador terá a companhia de seu compatriota e amigo pessoal, Juan Cazares.
“Sabia que ele estava vindo para o Atlético-MG. Falei que era um grande clube. O Atlético-MG vai dar toda a estrutura que ele precisa”, comentou o zagueiro.
O futebol do Equador tem uma grande influência argentina, já que nos últimos anos o ingresso de técnicos daquele país era quase que em sua totalidade nos clubes que ingressavam a elite do futebol equatoriano. Com a explosão de treinadores no país, o Equador tem exportado cada vez mais atletas.
Perfil
Joel Carli
Idade: 29 anos
Nacionalidade: argentino
Naturalidade: Mar Del Plata, na Argentina
Posição: zagueiro
Altura: 1,91 m
Clubes que atuou: Aldosivi, Deportivo Morón, G. Esgrima La Plata e Quilmes
Pontos positivos: Inteligência tática e a força pelo alto
Paulo Cézar Magalhães
Idade: 26 anos
Nacionalidade: Chileno
Naturalidade: Porto Alegre, Brasil
Posição: lateral-direito
Altura: 1,75 m
Clubes que atuou: Deportes Antofagasta, FC Locarno, Cobreloa, Colo-Colo e Universidad de Chile
Pontos positivos: velocidade e força física
Sanchez Miño
Idade: 26 anos
Nacionalidade: argentino
Naturalidade: Buenos Aires, na Argentina
Posição: volante
Altura: 1,75 m
Clubes que atuou: Boca Juniors, Torino e Estudiantes
Pontos positivos: potência no chute canhoto e qualidade no passe.