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Futebol

Eleições agitam bastidores do Atlético-MG

Arquivo Geral

09/11/2006 0h00

Definido o retorno à elite do futebol brasileiro, o Atlético-MG agora começa a pensar no seu futuro administrativo. O time mineiro, que quer o título da Série B, vai realizar suas eleições na primeira quinzena de dezembro. O atual presidente, Ricardo Guimarães, ainda não confirmou se vai concorrer à reeleição.

Além dele, os nomes do vice-presidente Financeiro, Renato Salvador, do ex-presidente Afonso Paulino, do empresário Hugo Laborne e do ex-jogador Reinaldo, estão sendo cogitados. Laborne, inclusive, diz que deve lançar a sua candidatura no próximo final de semana, após a partida do Galo contra o Coritiba, no Paraná.

A nova diretoria vai definir a permanência ou não da comissão técnica. Embora a intenção seja renovar com Levir Culpi, tudo vai depender da nova composição administrativa. Muitos entendem que, caso Guimarães desista da reeleição, Renato Salvador seria o caminho natural.

Com ele, o atual planejamento seria seguido, com o aval financeiro do ex-presidente. À candidatura de Hugo Laborne também segue esta tendência, já que uma composição com Salvador não está descartada.

Com Afonso Paulino, que garante ter o apoio de Guimarães, a situação pode ser diferente. No auge da crise, no ano passado, quando o Galo foi rebaixado, o grupo de conselheiros contrários à reeleição de Guimarães criticou a atual administração. Especula-se que já existe um documento com 200 assinaturas de conselheiros apoiando à volta de Paulino.

O ex-presidente do Galo só admite disputar à eleição com a saída de Guimarães. O atual presidente do Galo deve se posicionar neste final de semana. “Não há mais espaço no Atlético para aprendiz de presidente. Caso o Ricardo desista da reeleição, vamos lutar por uma diretoria preparada. E estou me colocando à disposição, pois sinto que está é a vontade dos conselheiros”, diz Paulino.

Porém, além da vontade da nova diretoria, a permanência do treinador dependerá também do mercado. Levir está balançado por uma proposta do futebol japonês. Ele já esteve no país asiático em 1997, treinando o Cerezo Osaka, e a questão financeira deverá ser decisiva.

Por enquanto, o técnico prefere não comentar o futuro, pois acredita que poderia influenciar negativamente na performance nos últimos três jogos da Série B. “Vamos aguardar a definição da competição e das eleições do clube para falarmos no assunto”, explica o treinador.

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