O São Paulo apresentou na manhã desta terça-feira seu último reforço para o Campeonato Brasileiro. Trata-se do atacante Edgar, de somente 19 anos, que chega para completar o grupo e ficar na suplência do experiente Aloísio na função de homem de área. Em sua primeira entrevista, o atleta admitiu que se impressionou com a visibilidade do Tricolor.
"Estou um pouco assustado, mas preciso me acostumar. Essa é a rotina de um time como o São Paulo. Você fica meio perdido, mas é a prova de que a carreira está mudando”, explicou o jogador, natural de São Carlos, que viveu os últimos três anos em Joinville, interior de Santa Catarina. “Espero que essa camisa não pese”, completou.
Com apenas três meses de contrato, Edgar sabe que tem pouco tempo para mostrar um bom futebol. Com isso, ele já está consciente de sua obrigação: “A torcida do Joinville me deu o apelido de Edgol. A responsabilidade aumenta, tenho que fazer gols aqui”, confessou.
Tímido, Edgar minimizou o problema ofensivo vivivo pelo São Paulo no Campeonato Brasileiro, com a forte cobrança sobre os atacantes do clube. “Jogadores como Aloísio, Thiago, Alex Dias possuem muita qualidade. Estou aqui para ajudar”, disse o atleta.
Com 1,90m, o centroavante pode ser uma boa opção nas bolas aéreas. Porém, ele avisa que sabe balançar as redes de todas as formas. “Dos meus seis gols na Série C, dois foram de cabeça, três de perna direita e um de perna esquerda”, lembrou o jogador, orgulhoso.
No primeiro dia de trabalho no São Paulo, Edgar conversou principalmente com o goleiro Rogério Ceni, um ídolo no futebol brasileiro. “Quem diria, eu o via na televisão e agora estou do lado dele, de um jogador como o Roque Júnior (campeão mundial com a seleção brasileira que faz tratamento no Reffis)”, admitiu.