Inspirado em pensamentos de auto-ajuda de que “quando se está no fundo no poço só resta a alternativa de subir”, o presidente do Gama, Antônio Alves, o Tonhão, aposta em uma nova forma para tirar o Periquito do buraco.
O clube e a empresa GP Soccer, do Rio de Janeiro, firmaram um acordo de oito anos (quatro com renovação automática de mais quatro em comum acordo das partes) para o gerenciamento do futebol. “Eles têm a obrigação do cumprimento de todas as dívidas do futebol e eu tenho que cumprir com a parte física, como local de treinamento, hospedagem dos atletas…”, explica Tonhão.
De acordo com o dirigente, ficou acordado também que a empresa ganhará 65% do valor de possíveis vendas de jogadores e o Gama os 35% restantes. Caso o clube quebre o contrato sem justificativa, terá que pagar R$ 1,5 milhão por ano de contrato restante – em caso de desistência do grupo, a “multa” não obedece a mesma regra.
Sem medo de apostar, o presidente acredita que essa pode ser a solução para recolocar o Gama em posição de destaque. “Tudo tem um risco, mas temos o contrato, que nos possibilita uma briga judicial. Infelizmente tive que arriscar. Ouvi diversas opiniões, fui ao Rio e conheci a empresa. Tenho essa margem para poder arriscar. Da minha parte não vou furar (com o acordo) nada, espero que eles também ”, torce.
Alviverde carioca
Dois diretores de futebol contratados pela empresa já estão trabalhando no Periquito – Silvio Pinheiro, o Silvinho, e Ademir Silva.
“Vamos juntar o que o Gama tem com o que temos. Posteriormente alguns jogadores podem ingressar no grupo”, adiantou Silvinho – a tendência é que sejam usados 10 atletas do Gama e 15 da GP Soccer.
A equipe base do Periquito será formada pelo elenco do Angra dos Reis, que disputou a Segundona do Carioca deste ano. O rendimento do time, porém, não foi bom – não conseguiu se classificar para a fase final. Em 18 partidas, teve sete vitórias, três empates e oito derrotas.