Depois de passar toda a temporada 2009 com apenas uma derrota – para a Bolívia, pelas Eliminatórias -, o Brasil abriu o ano terça-feira, em Londres, da maneira que o torcedor gostaria às vésperas da estreia na Copa do Mundo: vencendo. Mesmo depois de bater a Irlanda em Londres, o técnico Dunga tratou com desdém das perguntas sobre um possível favoritismo na corrida pelo título na África do Sul.
“O Brasil sempre vai como favorito. Desde que me conheço é a mesma história, mas ser favorito não garante nada para ninguém. Além disso, pelo que tenho lido ultimamente, todos os jogadores brasileiros estão mal na Europa. Como podemos ser favoritos? Acho que isso é um contrassenso”, disparou.
A ‘sabedoria popular’ do ex-volante também ficou latente ao discursar sobre como será o trabalho em busca do sexto título mundial para o país. Dono de um bom retrospecto desde que assumiu o cargo em lugar de Carlos Alberto Parreira, Dunga não mediu as palavras e avisou:
“Se começar a mudar para lá e para cá, tudo o que fizemos até agora vai por água abaixo. Não temos mais amistosos. Agora é no tapa. Temos que repetir tudo o que fizemos até agora e melhorar. Acelerar e se superar a cada dia”, alertou.
O sisudo treinador não escondeu o sorriso apenas quando questionado se está feliz com os números de seu trabalho até agora.”Já são três anos e meio à frente da seleção. Ganhamos Copa das Confederações, a Copa América, conseguimos recuperar a alegria de jogar. Fizemos muito mais gols do que tomamos. Não tem como não estar feliz”, concluiu.