O técnico Dunga, da seleção brasileira defendeu hoje o uso de equipamentos para ajudar o árbitro em lances polêmicos como o gol que classificou a França para a Copa de 2010, em jogada com toque de mão do atacante Thierry Henry.
“Lances como esse não precisam ser vistos dez vezes para que algo seja feito”, afirmou Dunga na entrevista coletiva de apresentação dos indicados ao prêmio Craque do Brasileirão 2009, em São Paulo.
O técnico espera que a Fifa “tome medidas” para evitar erros como esse, que “podem deixar uma seleção fora de um Mundial”.
O suíço Joseph Blatter, presidente da Fifa, Joseph Blatter, convocou uma sessão extraordinária do Comitê Executivo para 2 de dezembro, na Cidade do Cabo. Ele tratará, entre outros assuntos, deste gol polêmico que valeu a vaga dos franceses ao Mundial.
Ainda nesta coletiva, o treinador praticamente descartou o retorno do atacante Ronaldo à seleção, alegando que não quer “repetir erros do passado”.
“Por favor, não enganem os torcedores e não me induzam a cometer os mesmos erros de 2006”, disse Dunga, praticamente acabando com as chances de levar o jogador do Corinthians à África do Sul.
Dunga explicou que não convocou Ronaldo nos três anos e meio à frente da seleção porque “há jogadores que não tem de ser testados”. Ele lembrou ainda que há outros bons atletas que, embora não estejam em suas últimas listas, ainda têm chances.
O treinador reiterou que, além da técnica, escolhe os jogadores em função do “compromisso” com a seleção – casos de Luís Fabiano (Sevilla), Robinho (Manchester City) e Nilmar (Villarreal), que aparecem como favoritos a estar no grupo.
A quarta vaga é a única que parece ainda não ter um dono, já que Dunga convocou recentemente jogadores como Hulk (Porto), Adriano (Flamengo) e Diego Tardelli (Atlético-MG).