Menu
Futebol

Dualib diz que atrito entre Tévez e torcida não terá maiores consequências

Arquivo Geral

24/07/2006 0h00

Ao marcar o gol de empate do Corinthians na partida contra o Fortaleza, no sábado, o atacante Carlitos Tevez fez sinal de “cala a boca” para a torcida que, segundo ele, estava “enchendo o saco” dos jogadores. A atitude gerou protestos dos torcedores, que cercaram o carro do argentino após o jogo.

Para o presidente do clube, Alberto Dualib, o atrito entre fãs e ídolo não terá maiores conseqüências. “Conversei com o Carlitos e ele está tranqüilo, trazendo tranqüilidade para os mais jovens”, disse. “A atitude dele acontece em uma hora de nervosismo, mas não valorizo esse tipo de coisa. O jogador que está em campo quer ganhar o jogo mais que qualquer um. Eles perdem a liberdade pessoal quando há uma situação dessa”, continuou.

O dirigente também admitiu que a liberação do jogador para resolver problemas particulares na Argentina foi dada por Kia Joorabichian, que está na Europa. “Não é novidade que o Kia tem amizade íntima com o Carlitos. Eles devem ter conversado diretamente e houve um sinal verde”, afirmou. “O Carlitos deve ter tido seus motivos. Ele não foge do pau, é raçudo e luta transmitindo muita força para o time”, acrescentou.

Sobre a estada do ucraniano na Europa, Dualib declarou que ele está procurando reforços para a equipe. “O Kia está atrás de jogadores, pois precisamos de um centroavante, de um zagueiro. Ele está trabalhando para voltar com soluções. Não adianta nada ele ser mais um aqui com a gente sofrendo. Para trazer solução, não adianta ficar aqui esperando”, declarou.

Sobre a presença de torcedores protestando durante o treino desta segunda-feira, dia em que o clube está fechado para os associados, o dirigente colocou a culpa nos seguranças. “Eu fui informado que eles estavam aqui e disse que hoje não era dia. Foi o segurança que permitiu a entrada. Eu sou o presidente do clube, mas não sou segurança e nem posso estar em todos os lugares do clube”, afirmou.

Por fim, Dualib disse que a culpa pela situação dramática do time é de todos. “Jogadores, comissão técnica, diretoria e parceiros. Todos ganham e todos perdem. Nossa administração ganhou 14 títulos e isso não se faz com papo furado, e sim com planejamento e comando”, afirmou, demonstrando irritação.

Antes de deixar a sala, o presidente ainda defendeu o técnico Geninho. “A comissão técnica vem sofrendo muito por desfalques. Perdemos jogadores para as seleções, por contusão, e não é fácil trabalhar assim. Tira quatro jogadores do Palmeiras, do Santos, do São Paulo e vê se eles conseguem se manter ganhando”, encerrou.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado