A expulsão de Zinedine Zidane na prorrogação da final foi o ponto de discórdia entre o técnico francês Raymond Domenech e o italiano Marcelo Lippi. O comandante dos Bleus reconhece que não viu o lance em que o capitão acertou uma cabeçada em Materazzi, mas criticou a postura do adversário no polêmico lance.
“É triste, pois vi que o Materazzi caiu como em uma cena de cinema. O quarto juiz viu algo que o assistente não viu e o avisou. É uma nova regra que acabaram de criar”, disparou.
Ao ser questionado se a agressão de Zizou fora motivada por uma provocação do zagueiro italiano, Domenech preferiu desconversar. “Não sei o que Materazzi falou, mas aconteceu alguma coisa. O Zidane não teria feito isso sem motivo”.
Já Marcelo Lippi ficou revoltado com as declarações do comandante adversário e confirmou que trocou farpas com o rival ainda no gramado do estádio de Berlim.
“Ele me fez um gesto pouco simpático, como se Materazzi tivesse feito cena de cinema. Mas foi o contrário, o Materazzi sofreu um golpe forte. Vocês (jornalistas) ainda não se deram conta, mas quem chamou a atenção do árbitro foram o assistente e o quarto árbitro, e não o Materazzi”, respondeu.
Apesar de discordarem sobre o lance, ambos lamentaram a forma como o craque francês despediu-se do futebol. Lippi, que fora campeão interclubes com Zidane em 1996, pela Juventus, espera que o meia desista da aposentadoria.
“Certamente lamento esse fim, pois sou um admirador do Zidane, e ele sabe disso. Espero que ele pense melhor e continue jogando. Mas, se parar, realmente lamento o que aconteceu”, afirmou.
Domenech, por sua vez, também afirmou que gostaria de ver o camisa dez se despedindo de forma menos melancólica. “É sempre triste quando um jogador encerra a carreira assim. Se eu soubesse, teria tirado ele cinco minutos antes para ser ovacionado pelo público. Esteve sempre presente durante toda a Copa”, argumentou.