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Futebol

Dispensados ameaçam processar a Ponte

Arquivo Geral

01/11/2006 0h00

Apesar da diretoria da Ponte Preta ter anunciado a dispensa de oito jogadores, entre eles o meia Almir e o volante Da Silva, o contrato dos atletas não poderá ser rescindido e eles continuarão treinando normalmente até o fim do compromisso, em dezembro. Pelo menos é o que diz o procurador Anselmo Paiva, que garantiu que os atletas entrarão com uma ação na Justiça para exigir o pagamento dos salários atrasados, de direitos trabalhistas não pagos, além de uma indenização por danos morais.

A mesma atitude, segundo Paiva, será tomada pelo Madureira, clube que detém os direitos federativos de Da Silva e que recebeu apenas uma das cinco parcelas referentes ao empréstimo do jogador.

“A diretoria da Ponte Preta fez uma caça às bruxas e resolveu anunciar a dispensa de alguns atletas para tentar justificar para a opinião pública a péssima administração que fizeram ao longo do ano”, avaliou Paiva. “Isso fica claro quando jogadores que fizeram um bom Paulistão, que foram titulares na maioria das partidas, como Almir, capitão do time por muitas rodadas, e Da Silva, passam a não servir mais para o clube da noite para o dia”.

Anselmo Paiva também explicou que os atletas continuarão trabalhando normalmente até que a situação do contrato seja resolvida. “Os dirigentes estão tão perdidos que anunciaram as dispensas, mas isso só pode ser feito com a assinatura da rescisão por parte dos jogadores e do clube que os emprestou, o que não aconteceu. Portanto, eles continuarão treinando normalmente até o fim do contrato, aguardando que a situação seja regularizada”, decretou.

“Ao inventarem as dispensas, que não acontecerão, os dirigentes tentaram transferir para estes jogadores a culpa pela má campanha no Brasileiro. Vamos pedir indenização pela tentativa de queimar a imagem dos jogadores. Eles têm famílias, são profissionais, honraram a camisa da Ponte Preta e não podem ser tratados desta maneira”, acrescentou o procurador, que já contratou os advogados para dar entrada na ação.

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