As ameaças da torcida do Palmeiras já fizeram várias ‘vítimas’ nesta temporada. Vágner Love brigou em uma agência bancária e pediu para ser negociado com o Flamengo. Toninho Cecílio largou o cargo de gerente e voltou à carreira de técnico no Grêmio Prudente, agora terceiro colocado no Paulistão. E o presidente Luiz Gonzaga Belluzzo recebeu balas de revólver dentro de um envelope. Mesmo diante de tal cenário, o diretor Savério Orlandi ironizou a força dos ‘terroristas’ fora de campo.
Na visão do dirigente, que chegou a receber telefonemas ameaçadores no ano passado, alguns “maus palmeirenses” já prejudicaram o time dentro de campo, mas não conseguirão êxito em seus atos de terrorismo. “Esses maus palmeirenses tiraram o Vágner Love com ameaças e hoje ele é o artilheiro do Brasi”, lembrou.
“Agora aconteceu esse fato lamentável, mas isolado, com o presidente. Isso não condiz com a realidade e não vai influenciar em nada no rendimento do time dentro de campo. No máximo, os atletas ficarão um pouco mais reclusos”, opinou.
Savério negou que a ausência de Belluzzo nas últimas partidas da equipe esteja relacionada com as cartas ameaçadoras que recebeu e garantiu que o presidente estará na noite desta segunda-feira no Palestra Itália para acompanhar a eleição que definirá os novos conselheiros vitalícios do Verdão.
“Ele não está aparecendo muito em público desde aquela confusão do fim da última temporada (quando chamou o árbitro Carlos Eugênio Simon de ladrão após o jogo contra o Fluminense e foi punido pelo STJD). Ele preferiu se ausentar um pouco, mas voltará normalmente às coisas do Palmeiras”, concluiu.