Como se já não bastasse a irritação da torcida pelo “baile” sofrido pelo Palmeiras diante do Santo André, o meia Diego Souza colocou mais lenha na fogueira. No fim da partida desta quarta-feira, o jogador acabou expulso em uma falta infantil no meio-campo e não escapou de ferrenhas críticas das arquibancadas. Ele deixou o gramado sob vaias e sem falar com a imprensa.
Questionado se Diego Souza forçou a expulsão, o diretor de futebol Seraphim Del Grande buscou um outro caminho. Em sua visão, o camisa 7 apenas não repete o eficiente desempenho que o levou à seleção brasileira no ano passado, por isso foi bastante criticado.
“O Diego Souza não está passando por um bom momento, mas isso acontece com todos os jogadores, vi até o Pelé amargar isso. Acredito que ele pode dar a volta por cima”, despistou Seraphim Del Grande em entrevista à Rádio Jovem Pan.
Ao técnico Antônio Carlos, sobrou a função de defensor do jogador. “O Diego não é culpado de nada. Precisamos ter tranquilidade. Ele não joga sozinho. Temos que partir do princípio que não há um culpado, devemos assumir tudo como um grupo”, analisou o ex-zagueiro.
Antônio Carlos foi enfático ao desmentir qualquer possibilidade de falta de comprometimento da parte de Diego Souza com o Palmeiras. “Ele é um cara que se empenha no trabalho. Às vezes nos jogos, as coisas não saem como a gente quer”, justificou o treinador, que também defendeu o trabalho de liderança exercida pelo meio-campista perante o grupo.
“Cada um tem o seu tipo de liderança, aqui há o Marcos, o Danilo, o próprio Diego Souza. Em 1993, 1994, quando eu jogava, a época era diferente, com jogadores diferentes. Não podemos cobrar falta de liderança dele. O Diego sabe que errou, não adianta ficarmos falando muito”, encerrou Antônio Carlos.