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Futebol

Depois de quase um ano parado, Nen volta a ser titular no Palmeiras

Arquivo Geral

10/07/2006 0h00

Na próxima quinta-feira, quando o Palmeiras enfrenta o Vasco no Parque Antártica, o zagueiro Nen colocará fim a um longo e angustiante período afastado dos gramados. Foram 11 meses e meio de espera desde a contusão no ligamento cruzado anterior do joelho direito, tempo suficiente para o jogador acreditar que tinha perdido seu lugar no time titular.

A intertemporada durante a Copa do Mundo, porém, foi determinante para Nen. O técnico Tite decidiu treinar a equipe com três zagueiros e reconduziu o jogador ao time titular, decisão que surpreendeu o próprio atleta. “Levei um susto quando ele chegou a já me colocou entre os titulares”, admite.

Nen formará a zaga com Daniel e Alceu, que atuarão a sua frente, e terá o desafio de substituir Gamarra – o paraguaio não renovou seu contrato com Verdão. “É uma responsabilidade muito grande substituí-lo, mas isso serve de motivação para mim. Estou tranqüilo e confiante no meu trabalho”, garante.

A defesa palmeirense é a pior do Campeonato Brasileiro até agora, com 24 gols sofridos em dez jogos. Para reverter esse quadro, Tite contará com a volta de Nen e a chegada de Dininho, que se destacou no São Caetano e vinha jogando pelo Sanfrecce Hiroshima, do Japão. Dininho, porém, só poderá atuar a partir de 3 de agosto, quando será aberta a janela de negociações internacionais.

“O Dininho é um grande jogador e vem para nos ajudar a sair dessa situação incômoda. Tomamos muitos gols nesses primeiros jogos e estamos focados em melhorar o sistema defensivo para dar um suporte maior para o pessoal da frente”, comenta.

Nen garante que está 100% recuperado fisicamente e espera o apoio do torcedor para não sentir o lado emocional. “No primeiro amistoso, eu ainda estava meio sem mobilidade, mas melhorei no jogo contra o São Bernardo (realizado neste sábado, com vitória alviverde por 4 a 1) e estou tranqüilo quanto a isso. É mais fácil recuperar a parte física do que a psicológica”, diz.

“Não tem como esquecer o lance da minha contusão (em jogo contra o Atlético Mineiro, pelo Brasileirão-2005, no Parque Antártica). Quando eu pisar no gramado, com certeza vou pensar nisso. Estou ansioso, claro, mas tenho a confiança dos companheiros e da comissão técnica e isso me deixa seguro”, garante.

O jogador aproveitou também para agradecer o ex-técnico Emerson Leão, que hoje está no São Caetano, pelo apoio que recebeu durante o período de afastamento. “Ele ficou muito sentido pela contusão e sempre conversava bastante comigo. Ele chegou a me levar para o banco duas vezes, mesmo eu não tendo condições de jogo e sabendo que não poderia entrar, só para me motivar”, conta.

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