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Futebol

Defesa corintiana colhe frutos e garante tranqüilidade ao ataque

Arquivo Geral

08/02/2008 0h00

O Corinthians está encontrando dificuldades para balançar as redes dos adversários, mas, por outro lado, vem mostrando segurança no sistema defensivo. O Timão tem a melhor defesa do Campeonato Paulista, com quatro gols sofridos (ao lado de Guaratinguetá e São Paulo), e o goleiro Felipe festeja o índice de seu setor, dividindo os méritos com os colegas.

“Estamos trabalhando bastante e há também o ponto que o Mano já falou, que neste início é mais fácil destruir do que construir. Além disso, foram contratados jogadores muito bons para lá atrás, como o William, o Chicão, o Fabinho… E eu já tinha falado também que o Bruno Octávio está muito bem. Tudo ajuda neste início e, quando a bola chega lá atrás, ela já está quebrada para o goleiro”, afirmou.

O camisa um, porém, sabe que precisa ficar atento para manter a boa fase. No ano passado, o Corinthians iniciou bem o Brasileirão no aspecto defensivo, mas depois alternou altos e baixos até chegar ao rebaixamento. “Ficamos sem tomar em alguns jogos, mas quando começamos tomamos muitos e sem parar…”, lamentou.

O zagueiro Chicão também confia no trabalho do sistema defensivo neste início de ano. Depois de passar quatro jogos sem levar gols (Paulista, São Paulo, Sertãozinho e Mirassol), o time voltou a ter sua defesa vazada apenas no empate por 1 x 1 com o Barueri, quando Chicão desfalcou a equipe por conta de suspensão automática.

“Senti falta de jogar, mas sabia também que isso (gol) poderia acontecer em algum momento. Trabalhamos para marcar forte porque há grandes jogadores do outro lado também”, comentou.
Enquanto a defesa ganha elogios, o ataque vem sendo questionado. O gol de Dentinho no empate por 1 x 1 com o Barueri quebrou um jejum de 337 minutos sem bolas nas redes, sem contar os acréscimos dos jogos anteriores. No entanto, os jogadores de defesa trataram de avisar que confiam no desempenho dos colegas da frente.

“Acho que pode ser um pouco de falta de sorte e por ansiedade para definir as jogadas, mas vai sair. O que podemos fazer é passar tranqüilidade a eles”, afirmou Chicão.

Felipe, por sua vez, adverte que as responsabilidades são divididas no grupo e aponta sinais positivos do ataque. “Aquele peso que tinha por não marcar há mais de 300 minutos já passou e lá na frente eles estão trabalhando porque a bola vai entrar naturalmente. Enquanto isso, lá atrás nos esforçamos para não tomar gols”, afirmou o goleiro, que completou.

“Todo mundo tem seu momento. Temos atletas de peso que logo vão se destacar. O Dentinho já está fazendo um grande campeonato e temos outros jogando bem, como o André Santos e o Acosta. Tudo é dividido aqui”, concluiu.

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