Depois de pousar no Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, pouco antes das 23h20 e deixar o local direto da pista, a delegação do Corinthians, novo integrante da Série B do Campeonato Brasileiro, viveu uma noite diferente pelas ruas de São Paulo.
No caminho de volta do aeroporto, o ônibus que conduzia a delegação já estava preparado para evitar pressão da torcida, pois o tradicional Mosqueteiro foi substituído por um à paisana, sem alusão a qualquer clube de futebol.
Durante o percurso até um hotel na região do Jardim Anália Franco, na zona leste da capital, apenas uma moto com dois corintianos identificou a delegação e tentou emparelhar para xingar os jogadores. Quando conseguiram, ofenderam o volante Vampeta e, imediatamente, foram parados por um carro da Polícia Militar que estava estacionado perto da Avenida Celso Garcia, no Tatuapé.
Finalmente no hotel, depois de várias tentativas de despistar os jornalistas (conseguiu se livrar de uma equipe de televisão), os jogadores desceram do ônibus mostrando cansaço e abatimento. Fábio Braz, Lulinha, Moradei e tantos outros não quiseram conversa e o técnico Nelsinho, igualmente desolado, justificou: “Já falamos tudo lá (em Porto Alegre)”.
O único que aceitou conversar alguns minutos foi o meia Héverton. Questionado sobre a ira da torcida, que desembarcou em Cumbica xingando os atletas, foi coerente: “O torcedor está fazendo o papel dele e temos que respeitar. Agora é hora de esfriar a cabeça e tentar dar a volta por cima no ano que vem”. Questionado se estará na equipe para tentar a volta à elite nacional, o jogador foi evasivo: “Ainda não decidi nada sobre isso”, concluiu.
Programação: A assessoria de imprensa do Corinthians avisou que não há qualquer entrevista coletiva programada para a semana, seja do presidente Andrés Sanchez, seja dos jogadores. O elenco está em férias e retornará aos trabalhos dia 3 de janeiro, iniciando a preparação para o Campeonato Paulista.