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Arquivo Geral

23/06/2013 12h58

Olhos vidrados na tevê e coração apertado no início do duelo Brasil x Itália. Ao rolar a bola, a lembrança dos tempos em que era “ponta de lança” nas peladas em sua bela Roma, cidade natal de Franco Tocci, e capital do País da Bota. 

 

Torcedor da Azurra, o senhor de 77 anos não esconde o coração italiano. “Cheguei ao Brasil de barco, com 15 anos. Hoje sou casado com uma brasileira e tenho dois filhos. Torço para a Itália, mas quando não jogamos contra, torço para o Brasil também”, revelou Tocci.

 

Acompanhando a partida, o senhor se mostrou contente com o que tem visto da nova geração italiana. “Assim como outras seleções do mundo precisamos renovar. Está acontecendo mas, por exemplo, o Buffon já não é mais o mesmo, está pesado. Temos outros goleiros na Itália”, criticou.

 

Nascido na capital do país, Tocci é torcedor da Roma e lembra com aperto no coração um dos momentos mais marcantes no futebol do seu país. “Foi o acidente com os jogadores do Torino. Aquele time era muito bom e 10 jogadores faziam parte da seleção. Foi algo muito triste”, recordou Franco, em referência ao acidente que aconteceu em 1949, quando um avião com toda a delegação do time bateu em cheio contra uma das torres da Basílica de Superga, matando instantâneamente todos a bordo.

 

Apoio ao manifesto


No Brasil há 62 anos, Franco Tocci aderiu as manifestações e acredita que o povo brasileiro tem dado exemplo. “Corruptos existem em todos os lugares do mundo. Eu gostaria de sair as ruas também, mas acho que os jovens brasileiros estão mostrando como exigir dos políticos de um país. Na Itália temos um povo mais velho, mas que isso sirva de exemplo para os jovens italianos.”

 

Muito axé na vitória

 

O tempero é ardente, mas desceu suavemente para quem quis entrar no clima da Bahia, local da vitória da seleção brasileira sobre a Itália.

 

Em um bar tipicamente baiano da capital, o gol que abriu o placar marcado por Dante, natural da Boa Terra, não foi mera coincidência para o garçom Rodrigo Romeo. “Só mesmo com o axé da Bahia para sair esse gol aí e levar a galera ao delírio”, brincou.

 

Acompanhando no bar e curtindo um pouco dos ares baianos, o servidor público Rafael Ramos estava com os amigos e também fez questão de lembrar de outros baianos que fazem a diferença. “Não só o Dante, como outros jogadores baianos estão contribuindo com a seleção brasileira. O próprio Daniel Alves está aí, jogando bem.”

 

Flamenguista, o servidor puxou a sardinha para o camisa 12 da seleção brasileira. “O Júlio César está fechando o gol”, disse.

 

Ele acreditou

 

Antenado com as manifestações do país, Rafael acredita que a Copa do Mundo não deveria ser um alvo. “Acho que a Copa vai projetar o nome do Brasil internacionalmente. Vamos ter o retorno desses 28 bilhões gastos. A construção civil já esta sentindo isso”, comentou.

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