O regulamento da Copa Libertadores diferencia a final dos demais duelos de mata-mata. Na decisão, os gols como visitante não valem como critério de desempate e, caso os dois times se igualem no número de gols marcados, é jogada a prorrogação e, somente se o empate permanecer, há disputa de pênaltis.
Foi o que aconteceu, por exemplo, no ano passado, quando o Fluminense teria sido campeão se valesse a regra das outras fases, mas acabou perdendo o título para a LDU nas penalidades.
O Cruzeiro sabe desta diferença, mas os jogadores não se importam muito. Para eles, num jogo desta importância, o pensamento tem que ser só um: a vitória. Foi o que aconteceu contra a Universidad de Chile nas oitavas, quando o time mineiro jogou a primeira fora de casa e teve tranquilidade para atuar no Mineirão.
Contra São Paulo e Grêmio, a Raposa transformou em vantagem o fato de jogar a ida no Mineirão, pois construiu o resultado e usou a inteligência para se segurar como visitante. Até agora, foram seis jogos fora de casa nesta Libertadores: vitórias sobre Universitario de Sucre, Universidad de Chile e São Paulo, empates contra Deportivo Quito e Grêmio e derrota para o próprio Estudiantes, rival desta quarta.
O desempenho agrada a um time que vinha sendo criticado por jogar mal fora, reclamação que vinha, principalmente, pelo mau retrospecto apresentado no Brasileirão. “A gente sabe que a gente cresceu bastante fora de casa. A gente tem jogado bem fora de casa também. Isso é importante. Então espero que a gente possa trazer um resultado bom de lá, para poder ter uma tranquilidade maior no Mineirão”, afirmou o atacante Kléber.