Um confronto que promete ser tenso. Antes mesmo de a bola rolar na partida desta quinta-feira, quando Cruzeiro e Nacional-URU fazem o primeiro jogo das oitavas de final da Copa Libertadores, no Mineirão, às 19 horas (de Brasília), os uruguaios adotaram a tática da provocação, cutucando a equipe cruzeirense com críticas e um certo menosprezo com o time mineiro.
O técnico do Nacional, Eduardo Acevedo, disse durante a semana que a defesa do Cruzeiro não tem coordenação. Ele ainda afirmou que a sua equipe tem mais tradição que o clube da Toca da Raposa na Copa Libertadores. Como se não bastasse, o atacante Mario Regueiro disse não temer a equipe celeste e também provocou.
“Não é nenhum monstro, não tenho medo do Cruzeiro. Sabemos que é um time complicado quando joga em casa, mas jogamos bem como visitantes. Sabemos que do meio para frente podemos incomodar porque temos jogadores com muita velocidade. Vamos jogar com respeito, mas eles também vão nos respeitar porque somos uruguaios”, cutucou.
Líder do grupo 6 com 12 pontos, o Nacional ainda está invicto na competição. Em seis jogos, venceu três e empatou três, marcou nove gols e sofreu quatro. Já o Cruzeiro ficou em segundo lugar no grupo 7, com 11 tentos. Em seis partidas, a equipe celeste venceu três, empatou duas e perdeu uma, balançou as redes 12 vezes e sofreu seis gols.
O grande trunfo da Raposa é o fato de jogar em casa. Invicto no Mineirão, o Cruzeiro venceu as quatro partidas que fez na Copa Libertadores deste ano em casa, incluindo o jogo contra o Real Potosí, pela pré-Libertadores.
A história do confronto entre a Raposa e o Nacional é antiga e o time brasileiro leva ampla vantagem. O primeiro jogo foi em 1967, quando a Cruzeiro venceu por 2 a 1, no Mineirão, pela competição sul-americana. Em 13 jogos disputados, a equipe cruzeirense venceu sete, empatou dois e foi derrotada quatro vezes. Nos duelos realizados no Gigante da Pampulha, o aproveitamento azul é ainda maior. Em cinco partidas, o time da Toca da Raposa venceu quatro e perdeu apenas uma vez.
Incomodados com as provocações e com o menosprezo dos uruguaios, os jogadores do Cruzeiro prometem responder dentro de campo, apresentando um bom futebol e conseguindo abrir uma boa vantagem para o jogo da volta, que será no Uruguai, na próxima semana.
“O Cruzeiro é tão tradicional quanto o Nacional. São duas equipes tradicionais na Libertadores, será um jogo difícil, a gente sabe que vai encontrar dificuldades. Vamos fazer a nossa parte, deixa falar, se tiver que falar vamos fazer isso depois do jogo, depois que decidir quem vai estar nas quartas de final”, respondeu o atacante Kleber.
“Eles usam dessa artimanha para dificultar ainda mais. Mas aqui tem jogadores experientes, o Cruzeiro está na Libertadores faz três anos seguidos, não é à toa que chegamos à final da competição ano passado. Deixa falar, vamos ver quem vai sorrir depois dos jogos”, completou o camisa 25.
O time do Cruzeiro não deve ter novidades. Atuando no esquema 4-4-2, com três volantes no meio-campo, o técnico Adilson Batista deve colocar em campo a equipe que considera a titular, contando, inclusive, com Fabrício no setor de marcação. A grande expectativa é que o ataque formado por Kleber e Thiago Ribeiro mantenha o entrosamento deste ano e faça os gols que o Cruzeiro precisa para levar uma boa vantagem para o Uruguai.
FICHA TÉCNICA
CRUZEIRO x NACIONAL-URU
Local: Estádio Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
Data: 29 de abril de 2010, quinta-feira
Horário: 19 horas (de Brasília)
Árbitro: Hector Baldassi (ARG)
Assistentes: Ricardo Casas (ARG) e Hermán Maidana (ARG)
CRUZEIRO: Fábio; Jonathan, Gil, Leonardo Silva e Diego Renan; Fabrício, Marquinhos Paraná, Henrique e Gilberto; Thiago Ribeiro e Kleber
Técnico: Adilson Batista
NACIONAL-URU: Rodrigo Muñoz; Álvaro González, Alejandro Lembo, Sebastián Coates, Goñi (Christian Núnez); Oscar Morales, Raúl Ferro, Maximiliano Calzada e Ángel Morales; Gustavo Varela e Mario Regueiro
Técnico: Eduardo Acevedo