Ian Ferraz
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Alvo de críticas antes mesmo de sua instalação, o gramado do estádio Mané Garrincha tem sido um dos principais problemas da arena que ninguém quer administrar. Hoje ele passará por uma prova de fogo com a visita de membros da Fifa para inspeção visando os Jogos Olímpicos de 2016, em agosto, quando receberá dez partidas do futebol masculino e feminino.
A primeira delas será em 4 de agosto, na estreia do time de Dunga na competição. Até lá, serão quatro meses para deixar a relva em condições perfeitas. Por ora, o espaço passará por uma manutenção pelos próximos 10 dias.
A conservação do gramado foi feita pela Greenleaf até 12 de fevereiro, data do vencimento do contrato, ao custo mensal de R$ 94 mil. A Novacap assumiu recentemente o tratamento do campo, mas não detém o know-how de como administrar o tapete.
Uma das possibilidades para reduzir custos e ampliar a utilização do estádio é a instalação de um gramado artificial, como ocorreu com a Arena da Baixada, em Curitiba.
“Chegou para nós a informação, mas de forma passiva. Existe a possibilidade sim, mas por enquanto não há nada oficial”, despista Luís Botas, CEO da GV Group, empresa que instalou o material no estádio do Atlético-PR.
“Não está no nosso plano nesse momento. Não é que não possa entrar, vai que eles nos procurem”, rebate Jaime Recena, secretário de Turismo. Recena tem repetido que a concessão do estádio vai ser intensificada após a Olimpíada e que se o possível administrador “entender que tem que colocar grama sintética e que vai representar uma economia, ótimo.”
A mudança geraria custo aproximado de R$ 1,5 milhão ao administrador da arena e abre a possibilidade de aumentar a utilização do espaço e diminuir custos de reparo.
“Três, quatro meses são suficientes para a instalação. Na Arena (da Baixada) fizemos em menos tempo, durou um mês e meio”, explica Botas.
Hoje, o gramado sintético é utilizado em estádios europeus – e em centros de treinamento -, alguns em sua totalidade, como no Luzhniki Stadium, em Moscou-RUS.
Fla toma providências
Enquanto o anúncio oficial não sai, o que deve ocorrer na segunda quinzena de abril em coletiva com membros da diretoria, o Flamengo agita os bastidores e tem tomado providências a respeito da utilização do estádio Mané Garrincha.
Em parceria com o governo local, a Novacap e a Greenleaf, antiga administradora do gramado do Mané Garrincha, o clube da Gávea vai custear reparos no campo para evitar a chuva de críticas e não ser prejudicado tecnicamente.
Está previsto para a próxima terça-feira um pregão que decidirá a empresa que fará a manutenção do gramado por um ano. O valor deve chegar a R$ 990.408,50, valor inferior aos R$ 1.126.882,20 da licitação anterior e vencida em fevereiro.
Ciente das críticas que a relva tem recebido, a diretoria do clube tomará cuidados antes de seus jogos. Nas datas do Campeonato Candango, o serviço será feito pela Novacap.
O Rubro-Negro deve mandar de sete a dez partidas como mandante na capital.