Depois de mais de dois anos como acionista majoritário do West Ham, o banqueiro islandês Bjorgolfur Gudmundsson pode ser obrigado a se desfazer de seu clube. O magnata é uma das vítimas da atual crise econômica mundial, e poderia colocar os Hammers novamente à venda para evitar uma eventual perda significativa de sua fortuna.
“Em virtude da crise global e de suas complicações na Islândia, Bjorgolfur Gudmundsson está revendo seus investimentos”, afirmou Asgeir Fridgeirsson, vice-presidente do clube de Upton Park, ao jornal Dialy Telegraph. “Ele precisa analisar para onde está indo. Se você chamar os proprietários de todos os clubes, 60 a 80% deles estará pensando no mesmo no presente momento.”
Dono de uma fortuna avaliada em US$ 1,1 bilhão, Bjorgolfur Gudmundsson perdeu o controle de suas principais empresas na Islândia, o Landisbanki e a Samson Holdings, que foram à falência e precisaram passar para as mãos da Autoridade Financeira Islandesa (FME). Ainda assim, o bilionário ainda detém outras empresas, o que ainda não o obrigaria a se desfazer do West Ham.
Pelo menos, é nisso que acredita Asgeir Fridgeirsson. “Bjorgolfur não está em desespero. Ele tem um grande portfolio de empresas. A Samson era apenas uma”, garante o dirigente.
Ex-jogador de futebol, Bjorgolfur Gudmundsson foi o primeiro bilionário da Islândia, mas acabou condenado por denúncias no mercado financeiro de seu país na década de 90 e precisou refazer boa parte de sua fortuna na Rússia. Pai de Björgólfur Thor Björgólfsson, o homem mais rico da Islândia hoje, Gudmundsson controla empresas islandesas de navegação, alimentação e comunicações, dentre outros ramos.
Em 2006, ele integrou um consórcio que comprou 90% das ações do West Ham e se tornou presidente de honra vitalício do clube, que era controlado passou a ser controlado por Eggert Magnusson. No entanto, em dezembro de 2007, Gudmundsson comprou outros 5% das ações da equipe londrina e assumiu a presidência.