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Futebol

Costa do Marfim: com gostinho de quero mais…

Arquivo Geral

26/06/2006 0h00

A alcunha de melhor equipe africana pesou para a Costa do Marfim em sua primeira Copa do Mundo. Por ironia do destino, os Elefantes acabaram indo parara no Grupo C – chamado de “Grupo da Morte” – e acabaram eliminados precocemente na penúltima rodada. Ficou o sentimento de que talvez se o sorteio das chaves fosse outro, as coisas poderiam ser diferentes. Mesmo assim, ficou plantada a semente para 2010, na África do Sul, quando finalmente a equipe pode fazer jus à posição alcançada.

Apesar da decepção, a Costa do Marfim desempenhou bem o seu papel no Mundial. Na estréia contra a Argentina, levou dois gols ainda no primeiro tempo, mas valendo-se da fragilidade do adversário e do forte vigor físico, dominou a etapa final. O gol saiu tarde, aos 36 minutos, dos pés do astro Didier Drogba, porém era tarde para esboçar uma reação.

No segundo compromisso, frente à Holanda, novamente o filme se repetiu. A equipe saiu perdendo por 2 x 0, conseguiu descontar com Bakary Cone ainda aos 38 minutos, mas passou o segundo tempo desperdiçando boas chances e acabou eliminado precocemente do Mundial. Pior, ainda perdeu Drogba, suspenso, para a despedida.

A certeza de que as coisas seriam diferentes em outra chave veio na última rodada, contra a Sérvia e Montenegro. Humilhados, os rivais vinham de uma goleada de 6 x 0 sofrida para a Argentina. Apesar dos dois lados estarem fora da Copa, restava a opção de provar ao mundo o seu valor. O filme marfinense permaneceu igual: dois gols sofridos nos 20 minutos.

Se contra adversários do chamado “primeiro nível” a equipe não encontrou forças para virara, desta vez diante de um mesmo nível técnico os Elefantes mostraram que poderiam ter incomodado muito mais. Dindane (duas vezes) e Kalou, de pênalti, marcaram e definiram o marcador e sacramentaram a primeira vitória marfinense em Copas, abrilhantando a despedida dos Elefantes.

Se o futebol alegre e ofensivo apresentado pelos africanos deixou a Alemanha órfã, fica a esperança de que os marfinenses repitam o desempenho de alguns companheiros de continente como Camarões, que após fracassar no Mundial de 1982, brilhou ao Mundo em 1990. O saldo final dos Elefantes foi positivo.

O técnico Henri Michael acertou contrato com uma equipe do Catar, enquanto alguns jogadores, como o meia Zokora, conseguiram transferências para mercados mais ricos e promissores.

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