No empate por 1 x 1 com o Barueri, o criticado Acosta completou a sua quarta partida sem marcar gols e acabou substituído por Herrera, o outro estrangeiro do ataque corintiano. O argentino também não balançou as redes, mas pode se tornar um dos titulares de Mano Menezes na partida contra o Ituano, no domingo. O elenco, contudo, prefere não tomar partido.
O discurso político em relação à qualidade dos “gringos” é puxado por André Santos. “Tem que perguntar isso para o Mano, eu entendo só da lateral-esquerda. Os dois são grandes jogadores e estão se dedicando muito para o melhor da equipe”, sintetiza.
O lateral-esquerdo, no entanto, revela certa predileção pelo uruguaio. “O Acosta facilita mais para mim, porque ele cai pela esquerda e podemos fazer uma triangulação junto com o Dentinho, comigo chegando por trás. Já o Herrera cai mais pela direita, mas mesmo assim nós criamos jogadas pela esquerda contra o Barueri”, desconversa.
Entendedor do assunto, Dentinho, autor do gol em Barueri que encerrou o jejum de tentos que já duravam três jogos no Timão, também não é contrário a repetir a dupla com Herrera que formou no segundo tempo. Mas prefere torcer por uma reabilitação de Acosta.
“O Acosta vai embalar, se Deus quiser, e fazer os mesmos gols que fizeram ele se destacar no Náutico”, aposta, mostrando bom humor. “Só espero continuar marcando mais gols e seguir como artilheiro do time no ano”, diz o autor de três gols nos primeiros sete jogos alvinegros da temporada.
Parte interessada no assunto, Herrera também repete o chavão de que “é o técnico quem decide”. A seu favor, promete melhorar com o decorrer dos jogos.
“Como foi a minha primeira partida, senti um pouco a falta de ritmo, faziam dois meses que não jogava. Mas já me senti melhor. Agora, tenho que ficar calmo para aproveitar quando receber mais uma oportunidade. Estou tranqüilo, fazendo minha a parte e trabalho para jogar o meu melhor e fazer o melhor pelo time”.
O argentino também conta como trunfo a disposição mostrada em Barueri, confirmando a famosa garra dos hermanos. “Acho que tem que jogar disputando a bola, jogar os 90 minutos como se fossem os últimos”, recomenda.
Duelo pela titularidade à parte, Herrera avisa que o seu concorrente de posição não pode ser responsabilizado pela série de quatro jogos sem vitórias corintianas e defende Acosta. “Quando ganha, ganham todos. Quando perde, perdem todos”, conclui.