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Futebol

Corinthians empata com Inter e se sagra Tricampeão da Copa do Brasil

Arquivo Geral

02/07/2009 0h00

A minoria de torcedores da Fiel cantou mais alto no Gigante da Beira-Rio. Voltará para São Paulo com sorrisos no rosto, pois o Corinthians leva na bagagem o troféu de campeão da Copa do Brasil 2009. Podia até perder por um gol de diferença ou mesmo dois, caso marcasse em Porto Alegre, mas foi além. Seguraram o Internacional empatando em 2 x 2 para não deixar duvidas sobre o Timão ser o melhor da competição.


Um título especial por dois motivos: por terem conseguido o tricampeonato perdido no ano passado, na Ilha do Retiro, contra o Sport; e por conquistarem a vaga para a Copa Libertadores da América em 2010, ano do centenário do clube. Quanto aos colorados, precisaram erguer a cabeça para se recuperar no Brasileirão, caso ainda queiram celebrar uma volta olímpica na temporada em que completa 100 anos.


Precisando tirar a desvantagem no placar agregado, o Inter se lançou ao ataque. Com os ‘reforços’ de Kleber, Nilmar e D’Alessandro, os colorados incomodariam mais do que na partida do Pacaembu em teoria. Na prática, era o Corinthians quem possuía os lances perigosos, devido aos contra-ataques puxados por André Santos, Douglas e Jorge Henrique.


Taison tentou chute aos 9 minutos, D’Alessandro aos 12 e Nilmar aos 19. Era notável a pressão colorada na primeira etapa, mas mesmo assim não conseguiam assustar Felipe. E como efeito colateral, deixaram espaços, que jogadores como André Santos podiam aproveitar bem. Não deu outra, o lateral-esquerdo cruzou, e o baixinho Jorge Henrique se antecipou a Danny Morais para marcar o primeiro.


Os comandados de Tite sentiram o baque, contudo, em vez de buscarem a resposta na bola, preferiram descontar suas frustrações nas marcações do árbitro Ricardo Ribeiro.  Não a toa, Taison e D’Alessandro levaram cartões amarelos. Outra vez, o recém-chegado da seleção André Santos tirou proveito do momento, e após tabela com Ronaldo, fuzilou Lauro para conferir o segundo gol. Balde de água fria na torcida da casa.


O Inter não se entregou. Não desistia do sonho inacreditável. Mas Felipe se encarregou de levar ao vestiário a vantagem alvinegra, pois conseguiu parar os chutes de Taison e Nilmar nos 15 minutos finais do primeiro tempo. A vantagem de poder sofrer até quatro gols com certeza acabou se tornando melhor do que todas as previsões possíveis de se imaginar para Mano Menezes.


Com essa ‘vida mansa’, os corintianos passaram a tocar bola no campo de ataque, e quando não tinham a redonda, recuavam para se proteger. No entanto, sem a mesma eficiência na marcação, permitiram que a esperança dos anfitriões ganhasse vida. Afinal, não está morto quem pelea, já dizia o velho ditado dos pampas.


O próprio autor dos gols simbolizava essa vontade de atacar, pois foi um atacante que substituiu um cabeça-de-área. Alecsandro aproveitou erro da defesa da equipe paulista na hora de afastar o perigo, e tocou por cima de Felipe aos 25 da etapa final. Quatro minutos depois, recebeu lançamento dentro da área, e como sua cabeçada desviou no lateral Alessandro, a bola enganou o goleiro alvinegro.


Parecia que tudo era possível para o Internacional, até que a ilusão morreu em meio a confusão criada após o empate. No empurra-empurra, D’Alessandro, Tite e Mano Menezes foram expulsos. Perder o treinador e o camisa 10 foi o golpe final num Inter que já não empolgava mais sua própria torcida. O Corinthians ainda teve Elias expulso, mas conseguiu segurar o placar e correu para saudar sua torcida no soar do apito final.

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