Sem conseguir balançar as redes do adversário há cinco jogos neste Campeonato Brasileiro, o Corinthians espera que a volta do meia Ricardinho resolva o problema da falta de ligação entre o meio-de-campo e o ataque, apontado pelo técnico Geninho como o fator responsável pela falta de gols do time.
No coletivo de hoje visando o clássico com o Palmeiras, no domingo (16/7), o treinador escalou o time com três volantes (Mascherano, Bruno Octávio e Rosinei) e liberou Ricardinho para encostar nos atacantes Nilmar e Rafael Moura.
“A chegada do Ricardinho é importante porque ele pode rodar o jogo, chamar o jogo, dar um ritmo diferente à partida e fazer essa transição entre o meio e o ataque que tem sido a nossa maior dificuldade”, comentou Geninho.
O atacante Rafael Moura também comemorou o retorno do meia. “Com a volta do Ricardinho e do Mascherano, a gente ganha muito. Estamos com a defesa e o ataque muito separados e vamos procurar nos aproximar mais”, afirmou.
Contra o Cruzeiro, na última quarta (12/7), a função de municiar o ataque era de Roger, que não vem agradando o treinador e ficou o tempo todo entre os reservas no coletivo. “O Roger vem tentando fazer o seu melhor, mas, talvez no afã de querer ajudar, está jogando muito longe do gol se afastando das suas características”, explica.
Para o clássico, Roger terá ainda a concorrência de Carlos Alberto, que treinou normalmente e deve estar à disposição de Geninho. “O Carlos Alberto fez uma falta terrível contra o Cruzeiro”, diz o treinador, que optou por alterar o sistema tático para enfrentar o Palmeiras porque ainda não teve a oportunidade de implantar o 3-5-2 com o grupo completo.
“Todos sabem que eu gosto do 3-5-2, mas eu usei muito pouco ele no Corinthians. Contra o Vasco, perdi o Xavier expulso e tive de mudar o time. Depois, contra o Inter, eu não pude contar com nenhum atacante e aí não funcionou. E contra o Cruzeiro eu usei por uma necessidade em função dos desfalques no meio”, justifica.