Pelo menos nos 30 dias em que será realizada a Copa do Mundo, os coreanos se esquecerão da rivalidade entre o Norte comunista e o Sul capitalista. É o que assegura Kim Young-Dae, vice-presidente da Assembléia Suprema Popular, partido que comanda a Coréia do Norte, comemorando a vitória de 2 a 1 sobre Togo, nesta terça-feira, em Frankfurt.
"Já que somos um único povo, estamos muito felizes em ver a equipe sul-coreana vencer o Togo por 2 x 1 na primeira partida (da Copa). O povo norte-coreano manda seus melhores desejos e boas intenções ao Sul e torcemos para que se repita a campanha de 2002", disse Young-Dae, relembrando o histórico quarto lugar obtido pelos asiáticos na última Copa.
Os norte-coreanos já vinham demonstrando grande simpatia pela seleção “rival” antes mesmo do início do Mundial. Para acompanhar a partida contra os africanos, o povo fez uma artimanha nas antenas de transmissão para poder captar rádios do Sul, visto que o governo comunista liberou apenas um compacto após o término do jogo e o VT completo com mais de seis horas após o encerramento.
Vendo a vontade dos norte-coreanos em acompanhar os vizinhos, o governo estuda liberar a transmissão ao vivo de Coréia do Sul e França. O problema é obter a autorização da Fifa, que já se pronunciou favorável anteriormente. Alguns jogos, como os do Brasil e Inglaterra, também devem ser exibidos normalmente no país a partir de agora.
Festa
Enquanto isso, na Coréia do Sul, a empolgação com a vitória tomou conta das ruas de Seuol. Os jornais chamam a equipe de Dick Advocaat de “Super-Coréia” e a vitória contra a França é dada como certa. "O espírito de 2002 está vivo e podemos alcançar novamente as semifinais", destacou o Sports Seoul em sua capa.