O presidente da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), Nicolás Leóz, em entrevista a emissoras de rádio da Colômbia nesta quarta-feira, praticamente acabou com o sonho do país de sediar a Copa do Mundo de 2014, prevista para acontecer na América do Sul. O dirigente disse que o torneio, caso realmente aconteça no continente, será realizado no Brasil.
Nesta sexta-feira o vice-presidente de Colômbia, Francisco Santos Calderón, vai a Conmebol entregar o pedido do país para ter a sua candidatura oficializada. Leoz vai encaminhar o pedido à Fifa, mas lembrará que a Conmebol deseja que o Brasil seja escolhido, o que vai enfraquecer completamente qualquer esperança da Colômbia.
“A Colômbia tem todo o direito de se candidatar e fazer planos ambiciosos para o futuro. Tenho certeza de que se a escolha se der no campo dos projetos e das realizações teremos boas chances”, disse Calderón. Porém a negativa de Leóz em apoiar a medida realmente enfraquece os colombianos, como o próprio presidente da Federação Colombiana de Futebol, Luis Bedoya, entende.
“Sem o apoio da Conmebol não há muito sentido de se lançar candidato. Por isso, o desafio de nosso presidente será fazer gestões junto a Conmebol. Hoje posso dizer que as nossas chances são muito remotas”, disse Bedoya, que está em situação delicada, pois na última reunião na Conmebol fechou com todos os participantes o apoio ao Brasil.
A fragilidade da candidatura colombiana é tanta que os políticos do país temem que as ações do grupo revolucionário Farc pese negativamente contra as pretensões do país. Além disso, chegaram a cogitar uma candidatura em conjunto com Equador ou Venezuela. Em 1986 a Colômbia sediaria a Copa do Mundo, mas, por questões econômicas, abdicou em favor do México. A última vez que o Mundial foi disputado em território sul-americano foi em 1978, na Argentina.