
O presidente em exercício da Conmebol, Alejandro Domínguez, anunciou, em coletiva na última segunda-feira, que a entidade divulgará, em um prazo de 72 horas, o nome da empresa que será responsável pela auditoria dos últimos cinco anos de gestão na instituição.
Encoberta pelos casos de corrupção envolvendo dirigentes da Fifa, a Conmebol teve que fazer uma série de modificações no regimento, recentemente, como a abolição da cláusula que limitava a entrada de estranhos nas dependências na sede, localizada em Luque, região metropolitana de Assunção.
“Em três dias traremos a conhecimento de vocês o nome da empresa que será responsável pelos relatórios, levando adiante questões legais nos últimos cinco anos de gestão”, revelou Domínguez, admitindo que o futebol ficou de lado na reunião de quase oito horas do Comitê Executivo da entidade.
“Cerca 80% dos temas tratados na reunião tem a ver com assuntos legais, estamos falando de muito dinheiro. São ao todo nove processos que envolvem a Conmebol, entre eles um sobre a propriedade do terreno em que a sede está localizada. É difícil pensar em futebol neste momento por conta do oportunismo de certas pessoas”, declarou o presidente.
A diretoria da entidade ainda reiterou o pedido que fez à Justiça norte-americana para liberar as verbas congeladas em virtude da investigação. Precisando honrar com compromissos de premiação, e repasses a outros clubes do futebol sul-americano, a entidade tenta encontrar um meio-termo para não abalar ainda mais sua imagem na América do Sul.
No pouco que discutiu sobre o futebol – atrelado ao campo -, Alejandro Domínguez não escondeu a expectativa pela edição centenária da Copa América, que comemorará os 100 anos de história da Conmebol.
Na primeira edição do torneio fora da América do Sul, a expectativa é que outras novidades tenham espaço, como o teste da quarta substituição (permitida apenas em caso de prorrogação) e daquilo que Alejandro Domínguez chamou de “olho do falcão”, um sistema avançado de registro de imagens para evitar polêmicas.