A pressão já faz parte do cotidiano do Palmeiras após a eliminação na Copa Libertadores da América. Na chegada a Curitiba, onde a delegação ficará por dois dias, elenco e comissão técnica do Verdão viram na tarde desta quinta-feira protestos de um grupo de torcedores de facções organizadas.
A ira dos manifestantes estava principalmente contra o técnico Wanderley Luxemburgo. O presidente Luiz Gonzaga Belluzzo chegou a discutir com torcedores, como havia feito no Uruguai logo depois do empate contra o Nacional.
“Os jogadores atuaram com coragem, não tiveram medo”, afirmou o dirigente, em entrevista à Rádio Globo. Belluzzo foi além e também lembrou de seus feitos no clube. “As pessoas precisam lembrar que eu levei a Parmalat em 1993. Se não fosse assim, o clube estaria na fila até o hoje”, emendou.
O atacante Keirrison também foi obrigado a ouvir críticas. O torcedores acusam o jogador de não ter o empenho necessário nos jogos mais importantes.
Escoltada por seguranças, a delegação do Palmeiras seguiu para a concentração. Luxemburgo irá comandar um treino apenas nesta sexta-feira em Curitiba.
Os protestos de torcedores começaram logo após a partida no Uruguai. Na noite de quarta-feira, os muros do estádio Palestra Itália foram pichados. As frases criticavam Luxemburgo e integrantes da diretoria.