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Futebol

Com receio do público, seleção desembarca pela porta dos fundos

Arquivo Geral

03/07/2006 0h00

No dia 21 de maio, os jogadores da seleção brasileira embarcaram como deuses para a Suíça com a esperança de conquistar o sexto título da Copa do Mundo. Quase um mês e meio depois, o time retornou com um fracasso na bagagem e o receio de enfrentar a reação do público. Por isso, nesta segunda-feira no Aeroporto de Cumbica, a maioria dos atletas optou por evitar a saída do portão principal do desembarque.

Apenas o lateral-direito Cafu, o zagueiro Cris e o volante Mineiro decidiram atender aos jornalistas e arriscar um contato com os torcedores. Mesmo assim, houve grande confusão, mudando a rotina do aeroporto e irritando algumas autoridades do local. O restante do grupo que veio a São Paulo, o goleiro Rogério Ceni, o lateral-direito Cicinho, o zagueiro Luisão e o meio-campista Ricardinho buscaram saídas alternativas do aeroporto. O volante Gilberto Silva e o atacante Fred também passaram pela capital paulista, mas seguiram na conexão para Belo Horizonte.

Fazendo jus ao posto de capitão desde o último Mundial, Cafu chamou a responsabilidade e foi o primeiro a desembarcar no aeroporto. Para ele, a pressão sobre a seleção foi muito grande. "A grande questão é que a seleção tinha que vencer sempre e a obrigação era fazer grandes apresentações”, explicou.

Aos 36 anos, o camisa 2 sentiu o gosto amargo de ser criticado após tantas conquistas pela seleção. Nenhum torcedor foi exclusivamente ao aeroporto para protestar em relação à campanha brasileira na Copa. Mas pessoas que transitavam no local chegaram a soltar pequenas ofensas a Cafu em seguintes frases: "Coloca o Cicinho" e "Cafu, você está velho". Porém, em nenhum momento, o atleta do Milan perdeu a elegância com jornalistas e torcedores.

Sem a explicação de jogadores importantes, como Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho, Lúcio, Dida, Juan, Gilberto Silva, Juninho Pernambucano e Júlio César, que ficaram na Europa, o tímido volante Mineiro, que não entrou sequer um minuto da Copa, foi obrigado a esclarecer que não houve problemas de ambiente durante a caminhada na competição.

"Depois de uma derrota todos querem saber o que aconteceu, é normal. Mas o fato foi que não ocorreu como planejamos, com o tropeço contra França. A vida continua. As derrotas são uma lição de vida e servem para analisar alguns pontos. Vamos continuar trabalhando e de volta a alguns objetivos", disse o meia do São Paulo.

No Rio de Janeiro, o que se viu foi uma atitude parecida de outros integrantes da seleção. Chegaram ao Aeroporto Tom Jobim o técnico Carlos Alberto Parreira, o coordenador Mário Jorge Lobo Zagallo e o lateral-esquerdo Gilberto, além de outros membros da comissão técnica. No entanto, nenhum ficou à disposição para entrevistas.

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