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Futebol

Com gol de Ronaldo, Corinthians vence em casa e vai para o Sul com vantagem

Arquivo Geral

18/06/2009 0h00

Era esperado o equilíbrio no primeiro confronto da final desta Copa do Brasil pela força que apresentaram Corinthians e Internacional durante o campeonato. Mas o time de Mano Menezes fez a lição de casa com direito a toque ‘fenomenal’ de Ronaldo. Venceu por 2×0 no Pacaembu, e pode até perder por um gol de diferença na partida de volta, no estádio Beira-Rio, que mesmo assim sairá campeão neste ano de 2009.


Esta é a primeira vez que alvinegros e colorados disputam um título desde a polêmica do Brasileirão 2005. Na ocasião, os dois clubes jogaram no mesmo Pacaembu pela antepenúltima rodada, sendo que o empate cairia melhor para os donos da casa. Tudo terminou 1×1, mas os gaúchos ficaram na bronca pelo pênalti de Fábio Costa em Tinga não marcado pelo ex-árbitro Márcio Rezende de Freitas. Era o dia para a revanche.


Quem iniciou melhor o confronto de 180 minutos foi o Corinthians. Logo no primeiro lance, Lauro sai mal na tentativa de interceptar um cruzamento. Chicão ficou com o gostinho de gol na boca quando cabeceou para a meta, mas Álvaro estava lá para tirar a bola perto da linha fatal e salvar a pátria colorada.


Na jogada seguinte, um quase ‘replay’ da confusão de 2005. Alecsandro cai na área após o carrinho de Alessandro. O árbitro paranaense da Fifa, Heber Roberto Lopes, entendeu que o lateral-direito alvinegro acertou a bola e mandou o jogo correr.


Era um começo a mil por hora, mas logo a partida tomou a forma esperada pela crítica. O Corinthians, tentando fazer valer o mando de campo, se lançava ao ataque para não sofrer no jogo da volta. O Internacional apostava no oposto: se defender para buscar o resultado ao lado da torcida, no estádio Beira-Rio.


E Ronaldo? Aos 22 minutos, já era hora do craque aparecer. E ele o fez após cruzamento de Dentinho pela direita. Chutou da pequena área, e só não fez a torcida corintiana soltar o grito de gol da garganta porque Lauro defendeu a queima-roupa num belo desempenho. Pouco depois, resposta do Internacional. Marcelo Cordeiro tabela com Magrão e cruza da linha de fundo. William manda o perigo para escanteio, antes que Alecsandro emendasse rumo às redes.


As duas equipes tinham seus desfalques, mas era nítido que quem sentia mais o estrago eram os colorados. Nilmar e Kleber na seleção, D’Alessandro machucado e Bolívar suspenso fizeram o futebol vistoso do Inter perder um pouco de sua força. André Santos, também na seleção, também era importante, mas Marcelo Oliveira o substituiu bem. Tão bem que participou da jogada do gol.


O lateral-esquerdo recebeu de Jorge Henrique após boa jogada de velocidade do ex-Botafogo e cruzou. O próprio atacante recebeu na grande área finalizando de primeira, sem defesa para Lauro. Um gol que serviu de prêmio para a valentia dos anfitriões desta final, mas serviu de estopim para uma tentativa de reação colorada.


Taison era o responsável pelas principais jogadas do Internacional, apesar da ausência de seu companheiro de ataque, Nilmar. Aos 36, o garoto buscou jogo pela esquerda e sofreu falta de Chicão. Na cobrança, Andrézinho mandou para a área e o ex-corintiano Magrão quase marca de cabeça. Por não conseguir o gol, os gaúchos tiveram que suportar os gritos da torcida que lotou o Pacaembu no fim da primeira etapa.


Essa ida aos vestiários esfriou a busca pelo empate dos visitantes. Prato cheio para o artilheiro Ronaldo matar seu jejum de gols, que durava desde a partida contra o Atlético-PR, nas quartas-de-final da Copa do Brasil. Ele arrancou para buscar o passe de Elias, cortou o zagueiro Índio e fuzilou de perna esquerda. 2×0 Corinthians, para delírio dos torcedores.


Naquele momento se encerraram as alternativas do time comandado por Tite. Ou partia em busca do gol para diminuir este enorme prejuízo, ou teria que aceitar a dura missão de buscar a volta olímpica em Porto Alegre sem ter marcado gols fora de casa. Foi a vez de Felipe brilhar, justo o único em campo a usar uma camisa azul, cor odiada pelos torcedores do Inter.


Quando o cronômetro de Heber Roberto Lopes marcava 16 minutos desta etapa final, Andrezinho tinha uma falta a cobrar de perigo semelhante a que o consagrou contra o Flamengo, nas quartas-de-final. Felipe foi o encarregado de impedir a repetição dessa glória colorada. Mandou para escanteio, que também levou perigo na cabeçada de Magrão.


A partir daí, o Internacional se encheu de ânimo e conseguiu chance após chance para diminuir a vantagem do Corinthians. Aos 24, Andrezinho chuta de longe outra vez, mandando para a linha de fundo com perigo. Um minuto depois, Taison aparece com destaque outra vez, mas Chicão estava lá para impedi-lo de marcar. Mas aos 28 não conseguiu alcança-lo. Coube então a Felipe a tarefa de executar a defesa miraculosa, cara a cara com a promessa gaúcha.


Guiñazu, que completou 100 jogos com a camisa vermelha, também arriscou. No entanto, seu chute forte pela esquerda também parou nas mãos do camisa 1 do Corinthians. O ímpetuo do Inter só parou quando Leandrão recebeu o segundo amarelo pela falta feia que fez em Boquita e foi expulso. Dali em diante, foi questão de ‘cozinhar’ a partida e partir para comemorar uma vitória importantíssima na busca pela vaga na Libertadores 2010.


Se o Internacional buscava a vingança por 2005, foram os corintianos que a conseguiram pela derrota no Brasileirão deste ano, quando perderam em casa na primeira rodada, jogando com os reservas. Resta aos colorados esperar que Nilmar e companhia joguem o que sabem para fazer voltar a qualidade vista no time gaúcho na busca pelo título no ano do centenário.

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