Os quatro clubes condenados pelo escândalo do Calciocaos na Itália entram, neste sábado, com o recurso cabível no caso, no tribunal federal de Roma. O advogado da Juventus, principal envolvida, espera que o pedido do time consiga uma mudança na punição original, dando à Velha Senhora a chance de, no mínimo, retornar à primeira divisão após uma temporada afastada da elite. Segundo Cesare Zaccone, uma salvação da Série B seria “excesso de esperança”.
“Acredito que há amplas margens para que a penalidade seja reduzida”, explica Zaccone, pouco antes da abertura da corte em um hotel da capital romana. “Temos que checar as possibilidades, mas não podemos ser carregados passivamente".
A Juve alega que o seu principal diretor envolvido, Luciano Moggi, atuava por conta própria, sem conhecimento da diretoria do time. Já o presidente da Fiorentina, Diego della Valle, reservou-se o direito de criticar a decisão da Justiça italiana, e afirmou que espera ver as coisas de volta aos trilhos. “Esperamos que os juízes consigam administrar as coisas claramente, porque nós não fizemos absolutamente nada de errado”, garantiu Della Valle.
A Lazio e a Fiorentina, que também começam na segundona com pontos a menos, esperam uma revisão do veredicto. O Milan, mantido na elite italiana, ainda tenta reduzir o prejuízo de 44 pontos que sofreu na última temporada para voltar à Copa dos Campeões, sempre levada em conta no balanço financeiro dos rossoneri.
A resposta do recurso das quatro equipes está marcado para a segunda-feira, uma vez que a Federação Italiana de Futebol, a FIGC, tem pressa para enviar à Uefa a lista de clubes que disputarão competições européias na temporada que começa em agosto. A entidade máxima do futebol europeu quer a resposta dos italianos até o dia 25.
Caso a Justiça e a FIGC não consigam um novo resultado na apelação, a lista original deve ser mantida, colocando Inter, Roma, Chievo e Palermo para a Copa dos Campeões e Livorno, Empoli e Parma para a Copa da Uefa.