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Futebol

Chineses têm facilidade para contratar brasileiros, mas erram na mão

Arquivo Geral

06/01/2016 7h00

Ian Ferraz

ian.ferraz@jornaldebrasilia.com.br

A força econômica dos clubes chineses transformou o Brasil em um mercado atraente. A saída de jogadores brasileiros tem ocorrido com fluidez,  o que não tem impedido erros dos clubes na hora de calcular os investimentos.

Para o Hebei China Fortune, o meia Anderson, do Internacional, vale R$ 40 milhões mais o salário de R$ 2 milhões mensais livre de impostos. Destaque do título brasileiro do Corinthians em 2015, Renato Augusto deve ser seduzido pelo mercado emergente por R$ 34,6 milhões vindos do  Beijing Guoan. O salário é parecido com  o oferecido ao colega do Colorado.

Espanta também a diferença nos valores das transações do ganês Asamoah Gyan e do atacante brasileiro Alan. O africano,  com carreira na Europa e com Copa do Mundo no currículo, custou R$ 38,2 milhões ao Shanghai Dongya, enquanto o jogador revelado pelo Fluminense levou o  Guangzhou Evergrande a desembolsar R$ 46,6 milhões por ele.

Vágner Love, Muriqui e Elkeson também foram vendidos por um alto valor, superior às aquisições de Diego Tardelli  pelo Shandong Luneng e Alberto Gilardino para o Guanghzou Evergrande. O italiano, inclusive, já retornou para o seu país e defende atualmente o Palermo.

A transferência recorde da China pertence ao senegalês Demba Ba. O Shanghai Shenhua pagou 16 milhões de euros pelo jogador, um milhão a mais que o Guangzhou ofereceu ao Cruzeiro por Ricardo Goulart.

INVASÃO BRAZUCA

Hoje, a Primeira Divisão da China conta com 19 brasileiros, o que corresponde a 25% dos estrangeiros que lá atuam.  O Guanghzou é o recordista, com cinco atletas tupiniquins: Ricardo Goulart, Paulinho, Elkeson, Alan e Robinho – além do técnico Luiz Felipe Scolari.

O número pode aumentar caso Lucas Lima e Elias aceitem as ofertas recebidas, além de Alexandre Pato, procurado pelo Tianjin Quanjian, equipe de Vanderlei Luxemburgo, Luis Fabiano e Jadson.

Saiba mais

A presença de atletas estrangeiros na China só não é maior porque o país regula a quantidade de atletas inscritos e que podem atuar em uma mesma partida.

Cada clube pode ter cinco jogadores não chineses inscritos nos campeonatos. 

Os times também só podem utilizar quatro “gringos” como titular por partida. 

A regra serve para motivar o crescimento do esporte e a melhora dos atletas nativos.

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