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Futebol

Cartola culpa desilgualdade do futebol por má fase da Ponte

Arquivo Geral

01/11/2006 0h00

Após afastar oito jogadores do elenco da Ponte Preta, o diretor de futebol do clube paulista, Sebastião Arcanjo – mais conhecido em Campinas como Tiãozinho –, concedeu uma entrevista para tentar explicar os afastamentos e a atual situação do time, que está na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro.

“Precisávamos ter um elenco menor. Era impossível trabalhar com um grupo desse tamanho, ainda mais puxando alguns garotos das categorias de base. Resolvemos escolher uns 25 para terminar o Campeonato Brasileiro e já começar a pensar no Campeonato Paulista do ano que vem. São medidas polêmicas como qualquer uma no futebol. Tínhamos que fazer algo".

Sobre a situação do time, ele se eximiu de culpa. “É um problema estrutural do futebol. Ele está muito concentrado no eixo Sul-Sudeste e os outros clubes ficam na periferia. Já foi provado que a maioria das parcerias dá em fracasso. Sem contar o caso da MSI e do Corinthians, que os caras passam mais tempo na delegacia que qualquer coisa".

“A Ponte Preta e os pequenos vão ter que encontrar outras fórmulas. Fazemos parte do espetáculo, mas não fazemos parte da distribuição de renda. Deveria haver uma negociação mais justa, pois tem times rebaixados há muito tempo que recebem muito mais dinheiro que a Ponte”, reclamou o cartola, que ainda apontou para uma solução possível. “O futebol vai ter passar por mudanças. Teremos que fortalecer o futebol amador e o futebol de base".

Tiãozinho terminou lamentando supostas injustiças que seu time passou nos últimos anos. “A história da Ponte Preta é assim. Sempre que temos um time bom, somos roubados. De 2001 para cá, começamos a descer a ladeira, por uma combinação de fatores internos e externos".

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