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Futebol

Carpegiani responde críticas de Miranda: "O que falta é combate"

Arquivo Geral

11/02/2011 19h22

Na terça-feira, Miranda definiu o esquema tático de Paulo César Carpegiani como “frágil” para justificar os dez gols sofridos em sete jogos, o que torna o Tricolor a oitava pior defesa do Paulistão. O técnico quis que o zagueiro se explicasse em conversa particular e, nesta sexta-feira, mostrou que a necessidade é de dar o bote na hora certa.

“Peguei os dez gols que levamos. Em todos, tínhamos uma superioridade numérica de até quatro jogadores. Está faltando é combate, disposição. Deixamos para resolver na última hora”, avaliou o treinador, revelando que Miranda foi bem menos incisivo na conversa que teve com ele. “Tive uma conversa com ele e comigo ele foi bem diferente.”

O camisa 5 tem chamado atenção por declarações críticas desde o ano passado, quando, ao não ser procurado para renovar contrato, reclamou da diretoria até por abrir portões a torcedores revoltados durante um treino após uma derrota para o Corinthians. Em janeiro, ele anunciou um pré-contrato assinado com o Atlético de Madrid.

O jogador vai para a Espanha em julho. Carpegiani, por enquanto, não vê problema em escalar um atleta que já tem seu futuro definido. Mas já deu a entender que pode fazer um rodízio na defesa e até indicou Rhodolfo, ex-defensor do Atlético-PR apresentado nesta quinta-feira, como substituto de Miranda.

“Ele é um jogador muito consciente e querido pelos companheiros. Na medida em que eu sentir que ele tem firmeza, vai ser de grande utilidade. Quando eu sentir uma necessidade de a equipe provar o que pode fazer sem o Miranda, eu mudo”, apontou o chefe, claramente bravo por ter sua filosofia ofensiva questionada por um comandado.

Na primeira semana sem partidas que teve desde a estreia na temporada, em 16 de janeiro, Carpegiani contou ter exibido um vídeo com todos os gols sofridos. E cobrou mais empenho, já que o treinador se sente responsável pelos erros de posicionamento da defesa, principalmente com os laterais, que têm falhado ao fechar espaços ou não recebem cobertura.

“Tivemos vários erros de desatenção e de posicionamento quase no nível primário, de cobertura. Isso não pode acontecer em um clube como o São Paulo, e eu sou o responsável por isso. Tomamos gols bobos, de falta de cobertura. Temos que aprimorar o combate individual”, exigiu o comandante.

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