O primeiro passo para a solução do caso de adulteração de idade do meia Carlos Alberto, do Figueirense, será dado nesta terça-feira. O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) leva o caso a julgamento nesta tarde, na sede do Tribunal, no Rio de Janeiro.
Para integrar categorias de base, Carlos Alberto antecipou sua idade em cinco anos. O jogador foi denunciado no artigo 234, por falsidade ideológica, do CBJD (Código Brasileiro de Justiça Disciplinar). A pena pode variar de 180 a 720 dias de suspensão.
Apesar da expectativa dos dois anos de gancho, o presidente do STJD, Rubens Aprobatto Machado, confirmou que a pena deve ser reduzida. Isso porque Carlos Alberto confessou o erro e se mostrou arrependido. O objetivo é usar o volante como exemplo positivo, não encerrar a sua carreira precocemente.
“Será uma punição de caráter educacional, para evitar que outros meninos caiam nessas armadilhas. A confissão será levada em consideração pela Comissão Discplinar. Mas será julgada apenas a primeira instância nesta terça-feira”, afirmou Machado.
A semana será de grande tensão no STJD para o Figueirense. Na quarta, será a vez do técnico Waldemar Lemos, do volante Henrique, do zagueiro Vinícius e do meia Cícero irem ao Tribunal, todos pelas expulsões na derrota de 3 x 1 para o São Caetano, no último dia 8, no ABC Paulista.
A situação de Lemos é a mais preocupante. O treinador já cumpre suspensão de 30 dias e, como reincidente, é certo que terá a pena aumentada de 30 até 180 dias. Henrique também pode se dar mal. A arbitragem relatou na súmula sua discussão com torcedores, foi enquadrado no artigo 253 (agressão) e o gancho é de 120 a 540 dias.