A polêmica adulteração de idade do meia Carlos Alberto pode sair do âmbito esportivo e parar na Justiça Federal. O jogador está sendo investigado pela Polícia Federal do Rio de Janeiro e, caso seja condenado, pode pegar de um a cinco anos de detenção por falsificação e falsidade ideológica.
O foco da PF é no passaporte do jogador. Carlos Alberto não tem o documento falso, mas as informações usadas para emiti-lo não podem mais ser consideradas. De qualquer forma, as autoridades devem cassar o direito do jogador viajar para o exterior nos próximos dias. O passaporte é o documento exigido pela Fifa para inscrições em competições internacionais.
Pena branda – A pena de dois anos prevista pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) para casos de adulteração de idade podem ser reduzidas. Isso porque o Tribunal deve levar em conta a confissão e a admissão do jogador no caso.
Segundo o presidente do STJD, Rubens Approbato Machado, o importante não é simplesmente punir o jogador, mas deixá-lo consciente de que fez algo errado. Pelo menos o primeiro Carlos Alberto deu: confirmou o erro e se diz pronto para as conseqüências.
“A confissão pode ser levada em consideração pelos julgadores. A punição não atinge só o culpado. Tem um caráter educacional também. Os meninos são muitas vezes iludidos por pessoas inescrupulosas. Esse caso pode ajudar nesse sentido”, afirmou Machado.