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Futebol

Capitão nasceu no DF

Arquivo Geral

03/11/2013 9h10

É bem verdade que a campanha da seleção brasileira sub-17 terminou precocemente após a derrota nos pênaltis para o México, na última sexta feira. Mas foi tempo necessário para que se destacassem nomes que poderão despontar em breve no futebol brasileiro.

 

Entre eles, está o jovem zagueiro Lucas Silva. Com 17 anos já tem participações na equipe profissional do São Paulo e foi o capitão do elenco do técnico Gallo na campanha brasileira.

 

Assim como o ídolo tricolor Kaká, vindo da base são-paulina, o jovem também é brasiliense e deu seus primeiros passos no mundo da bola por aqui. Agora, surge como uma das opções de Muricy Ramalho, tudo graças a um teste realizado longe da sua antiga residência, no Gama.

 

 “Conhecia o tio dele que me disse que tinha um sobrinho que jogava, mas não tinha condições de vir treinar. Eu falei para ele levá-lo e depois conversaríamos. Ele treinou, gostei do que vi e disse ao tio que bancaria suas passagens e um lanche para o garoto. E assim ele começou”, contou um dos primeiros técnicos dele, Edílson Aleixo.

 

Emoção no sucesso

 

Segundo Edílson, o jovem Lucas era um garoto de origem humilde, que morava com sua avó em casa de aluguel. A saída do zagueiro para o São Paulo foi uma das primeiras da parceria fechada entre sua escolinha e o clube.  “Há um tempo, ele comprou uma casa para sua avó. Fiquei muito emocionado. Não ganhei um centavo, mas só dele estar ganhando o dinheiro dele e recompensando sua família me deixa feliz”, afirmou.

 

Perfil

 

Lucas Cavalcante Silva Afonso

Apelido: Lucão

Clube: São Paulo

Posição: Zagueiro

Número: 33

Idade: 17 anos

Data de nasc: 23/03/1996

Local de nasc: Brasília, DF

Altura: 1,85m

Peso: 78 kg

Pé preferido: Direito

Estreia pelo profissional:  Bayern de Munique (ALE) 2 x 0 São Paulo (31/07/2013)

Clubes da base de Brasília: Escolinha de futebol  do Gama, Iate Clube e Brasília Futebol Academia

 
Liderança é seu forte
 
Nas entrevistas dada pelo treinador da seleção brasileira, o ponto mais ressaltado por Gallo foi a liderança que o jovem zagueiro tem dentro de campo. Um fator confirmado por Edílson, que revela que o garoto sempre teve vocação para ser a voz do treinador dentro de campo. “Como base nos jogos que ele fez pela seleção, ele sempre jogou aquilo, desde moleque. A diferença é que, agora, ele é um atleta formado. Sempre teve espírito de liderança e todos os outros tinham muita amizade e respeito por ele”, afirmou o professor, confirmando também que Lucas sempre era escolhido como capitão.
 
A forte personalidade do garoto apareceu no final da derrota brasileira para os mexicanos no mundial de sua categoria, quando o jogador deu entrevista ao site da Fifa, ao tentar explicar o que acabara de acontecer. “Será um aprendizado muito grande. Tem dia em que se ganha, tem dia em que se perde. Você passa por esses momentos de dificuldade, de tristeza, mas também vai ter alegrias. Agora temos isso para que possamos continuar nossa carreira. Ainda é só o começo” disse.
 
Safra promissora
 
Mesmo com a derrota nas quartas de final do mundial de Abu Dhabi, a geração Sub-17 tem feito ótima campanha sobre o comando de Alexandre Gallo.De 29 partidas disputadas, não perdeu nenhuma delas. Foram 22 vitórias e sete empates.
 
O otimismo é grande já que os nomes de Mosquito, Nathan, Auro, Caio Rangel, entre outros, surgem como  promessas. “Esse foi o tom de nossa conversa no vestiário. Tem de dar parabéns pelo trabalho que fizemos, pela campanha até agora. Isso foi positivo, e podemos levar para o futuro”, comentou Lucas.
 

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