Petronilo Oliveira
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Capitão da equipe, homem de confiança da diretoria e da comissão técnica do Brasiliense, Ferrugem é costumeiramente brincalhão, provocador, com autoestima elevada. Entretanto, ontem, o jogador estava com a voz baixa, representando bem o clima vivenciado pelo clube de Taguatinga após a derrota diante do Luziânia, por 3 x 1, domingo.
Em vez de manter o tradicional discurso de que ‘a bola não quis entrar’ ou ‘o resultado foi injusto’, Ferrugem foi bem sincero. “Não vou ficar apontando culpados. A realidade é que o Luziânia jogou melhor. Foi superior o tempo inteiro e mereceram a vitória. Não tem que inventar muito. A verdadeira situação é essa”, desabafa.
A única hora que o tom de voz de Ferrugem mudou foi na hora de defender o técnico Luiz Carlos Barbieri. “Ele faz o que pode. Orienta bem. Foi uma das piores partidas que fiz com a camisa do Brasiliense. Fui substituído no intervalo, mas não posso reclamar. Pois realmente eu não estava bem”, assume Ferrugem, que trabalhou com Barbieri, quando defendia o Gama.
“Ele não entra em campo. Pode cobrar dos jogadores porque ele está trabalhando bem. Dá liberdade para a gente falar o que pensa. Nós temos que conversar, trabalhar, e principalmente ganhar. Temos estrutura e time para isso”, comentou o volante amarelo.
Ao ser indagado se o Brasiliense precisa de reforços para a disputa da Série C do Brasileiro, visto que está mal até mesmo no Candangão – torneio bem inferior tecnicamente –, Ferrugem fugiu da raia. “Quem contrata e manda embora é a diretoria. Então, a comissão técnica e o presidente (Luiz Estevão) é que devem analisar isso aí”, dribla o cabeça-de-área.