Alessandro procurou mostrar compreensão com as cobranças feitas recentemente pela torcida do Corinthians. Ele deu razão aos torcedores, admitindo o que chamou de “péssimo” segundo semestre e comportamento “vergonhoso” em campo e só defendeu os jogadores nominalmente citados nos últimos protestos, Alexandre Pato, Romarinho e Emerson.
“A chateação do torcedor, pelos maus resultados, pela colocação em que a equipe se encontra na tabela, se a gente parar um pouco para pensar, é racional. Ele vê na equipe uma condição de estar em uma posição muito melhor do que está. Era para estarmos brigando pelo título ou, no mínimo, na zona de classificação para a Libertadores”, afirmou o atleta, um dos capitães de Tite.
Há seis anos no Corinthians, Alessandro também já foi alvo de protestos. Ele recordou os momentos em que sofreu com a insatisfação da Fiel, citando especificamente a reta final do Campeonato Brasileiro de 2010, quando figurou em uma lista de jogadores considerados “inerces” (sic).
“Eu já tive o nome pendurado em faixas. Tive uma cobrança mais direta, como está sendo com o Romarinho e o Emerson. Mas a gente divide a responsabilidade. Se xingam um atleta, estão xingando todo o mundo, pode ter certeza disso. A gente divide a responsabilidade como divide o mérito das vitórias”, comentou.
Alessandro recordou que, dos atletas cobrados, “um fez gol na Bombonera, outro fez os gols que decidiu o título da Libertadores” e disse que ambos estão incomodados com a fase negativa. Já o outro, Alexandre Pato, não tem um histórico no clube que lhe ofereça crédito com os torcedores, irritados com a desastrosa tentativa de cavadinha que resultou na eliminação da Copa do Brasil.
“Teve o lance do pênalti, a forma ruim que bateu, e isso gerou a desclassificação em uma competição à qual dávamos muita importância. Isso gerou cobrança, mas ele não está desmotivado. Ele leva muito a sério, cumpre os horários e está trabalhando. Infelizmente, perdeu um pênalti em um momento importante, como outros já tiveram momentos ruins, mas está sendo muito homem para encarar essa cobrança” disse o lateral.
Tite não vê da mesma maneira e pediu coragem ao jogador de 24 anos para lidar com a fase ruim. A diretoria, altamente decepcionada com o investimento de R$ 40 milhões, considera a possibilidade de vendê-lo na virada do ano. O Tottenham, que levou Paulinho, estaria interessado.