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Futebol

Campeões estaduais terão de lutar contra os números para buscar título do Nacional

Arquivo Geral

15/04/2014 7h10

Campeões estaduais, curtam bem o momento, pois ele dificilmente será repetido no Campeonato Brasileiro. Explica-se! A história mostra que quem tem a honra de dar a volta olímpica no torneio doméstico costuma se dar mal no Nacional. Em 42 Brasileirões disputados até aqui, apenas 14 tiveram dobradinha com o Estadual.

Desde 2003, quando passou a ser por pontos corridos, só três clubes venceram no seu estado e o nacional: Cruzeiro (2003), Flamengo (2009) e Fluminense (2012). 

Se considerados os Brasileiros entre os anos de 1971 e 2002, com o regulamento antigo – ainda com a disputa de mata-matas –, a lista de campeões estaduais e brasileiros estica… um pouco. Conseguiram o feito o Palmeiras (1972, 1993 e 1994), o Internacional (1975 e 1976), o Fluminense (1984), o Bahia (1988), o São Paulo (1991), Grêmio (1996), Corinthians (1999) e o Atlético-PR (2001).

Até o momento, 11 clubes estão ameaçados pela maldição dos Estaduais. Flamengo (RJ), Ituano (SP), Cruzeiro (MG), Internacional (RS), Bahia (BA), Figueirense (SC), Londrina (PR), Atlético Goianiense (GO), Cuiabá (MT), Cene (MS) e Sampaio Corrêa (MA) foram os campeões. 

Justifica?

Mas o que leva os campeões estaduais a não corresponderem quando o torneio passar a ser o Brasileiro? Entre as causas estão a priorização de outras competições, como a Libertadores, que tem início junto aos estaduais e divide o final com o início do Brasileiro. O São Paulo, por exemplo, levantou o caneco do Paulista em 2005, mas amargou a 11ª posição no Nacional. Em contrapartida, o tricolor do Morumbi sagrou-se campeão da Libertadores no primeiro semestre e Mundial de Clubes no fim do ano.

Campeão carioca em 2013, o Botafogo foi um dos candidatos ao título brasileiro. O time, porém, não conseguiu corresponder e terminou na quarta posição.

Mística ignorada pela Raposa

Em 2003, o Cruzeiro fez cair por terra a mística que envolve os campeões estaduais que não vão bem no Campeonato Brasileiro. Comandada por Vanderlei Luxemburgo, a Raposa conquistou o Campeonato Mineiro de forma invicta, com dez vitórias e dois empates em 12 jogos.

Na Copa do Brasil, nova soberania celeste. Sem maiores dificuldades, o time de Belo Horizonte chegou à final onde despachou o Flamengo, vencendo a partida decisiva no Mineirão por 3 x 1 com quase 80 mil pessoas nas arquibancadas, conquistando o segundo título na temporada. 

No Brasileirão, que pela primeira vez utilizava a fórmula de pontos corridos e ainda contava com 24 clubes na primeira divisão, o Cruzeiro não deu chances aos adversários. 

Em 46 jogos, Alex, Maicon, Deivid e companhia venceram 31 partidas e perderam apenas oito, empatando ainda sete vezes. 

O título brasileiro, que coroou a conquista da chamada Tríplice Coroa, veio com duas rodadas de antecedência, na vitória sobre o Paysandu por 2 x 1, novamente no Mineirão. 

A soberania do Cruzeiro foi tão grande que o título brasileiro, conquistado com 100 pontos ao final do campeonato, teve vantagem de 13 pontos para o segundo colocado, o Santos, vice-campeão da Libertadores em 2003 e que, à época contava com Elano, Diego e Robinho em seu elenco.

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