A Espanha, campeã da última Eurocopa, vai estrear no domingo na Copa das Confederações, com status de favorita e na busca por manter o bom futebol que vem mostrando, contra a Nova Zelândia, a seleção mais alta do torneio.
A Copa das Confederações reúne as melhores seleções de cada parte do mundo e apresenta estilos de jogo bem diferentes. A rodada de abertura será uma mostra disso, com o futebol leve e de toque de bola da Espanha, campeã da Europa, contra a força e o jogo aéreo da Nova Zelândia, melhor da Oceania.
A partida será a segunda desta edição da Copa das Confederações. Antes de Espanha e Nova Zelândia, que jogam às 15h30 (Brasília) no Royal Bayofeng (Rustenburg), abrem a competição África do Sul e Iraque às 11h no Ellis Park (Johanesburgo).
A Espanha chega à Copa das Confederações no melhor momento de sua história. Sem saber o que é derrota desde 15 de novembro de 2006, está há 32 partidas invicta e a três do recorde mundial, pertencente ao Brasil.
O salto de qualidade foi dado na Eurocopa e hoje a Espanha é apontada como favorita até pelas seleções mais tradicionais que estão na África do Sul, como Brasil e Itália.
E os 23 escolhidos pelo Vicente Del Bosque para formar o elenco não parecem se intimidar com o novo papel.
Com uma equipe que exibiu excelente futebol na Eurocopa, retocada agora com seis jovens jogadores, a Espanha buscará sua primeira Copa das Confederações e em sua estreia, na teoria, não deve ter muito trabalho.
As ausências na competição do brasileiro naturalizado espanhol Marcos Senna e de Andrés Iniesta abrem um leque de possibilidades ao técnico. Xabi Alonso deve ser o homem de marcação e Xavi Hernández, o de criação. Cesc Fábregas e Albert Riera fecham o meio-campo.
O goleiro Iker Casillas, junto a Sergio Ramos, Puyol, Albiol e Capdevila na defesa, mais a dupla de ataque, Fernando Torres e David Villa, formam o que deve ser o time da estreia.
A Nova Zelândia chega para a estreia após uma das melhores partidas de sua história. Perante a poderosa Itália, no amistoso disputado a quatro dias do torneio, conseguiu ficar na frente no placar três vezes, mas acabou perdendo por 4 a 3.
Perante a ausência de seu capitão por lesão, o zagueiro Ryan Nielsen (Blackburn Rovers), o goleador Shane Smeltz parece ter assumido a liderança da equipe.
Se David Villa chega à Copa das Confederações com uma grande sequência de gols, após virar o terceiro maior goleador da história da Espanha, Smeltz marcou 12 vezes em dez partidas com a seleção neozelandesa. Junto a Chris Killen, ex-jogador do Celtic e do Manchester City, forma a maior arma da Nova Zelândia.
Dirigida por Ricki Herbert, parte de uma seleção que abriu novos tempos com sua participação na Copa da Espanha, em 1982, a Nova Zelândia tem no jogo aéreo sua principal força.
Com 1,85 metro de média, a seleção neozelandesa é a mais alta do torneio. Possui, além disso, o jogador mais jovem do campeonato, o atacante de 17 anos Chris Wood, do West Bromwich da Inglaterra.
O único confronto entre Espanha e Nova Zelândia não envolveu as seleções principais. Pelo Mundial Sub-17, em 11 de setembro de 1997, a seleção espanhola venceu por 13 a 0 e, na ocasião, estavam em campo Iker Casillas e Ben Sigmund.
Prováveis escalações:.
Nova Zelândia: Moss; Mulligan, Vicelich, Boyens, Lochead; Bertos, Brown, Barron, Elliot; Smeltz e Killen.
Espanha: Iker Casillas; Sergio Ramos, Puyol, Albiol, Capdevila; Xabi Alonso, Xavi, Fábregas, Riera; Fernando Torres e David Villa.
Árbitro: Coffi Codjia (Benin), auxiliado pelo compatriota Alexis Fassinou e por Komi Konyoh (TOG).