Desta vez não tem mistério. O time trabalhado por Caio Júnior nos coletivos de quarta e sexta-feira será o escalado pelo treinador para começar o jogo diante do Goiás, domingo, às 16h, no estádio Serra Dourada, na capital goiana.
Com várias novidades em relação à equipe que empatou por 1 x 1 com o Botafogo, a principal aposta do técnico palmeirense não será no talento de Edmundo e Valdívia, fora da partida. O importante, na opinião do comandante, será a vontade de ganhar.
“Essa é a equipe e não há motivo para esconder. O Valdívia é o grande ídolo da torcida e a ausência dele e do Edmundo é grande, todo mundo sabe, mas não adianta ficar lamentando em cima de uma situação que não tem remédio. Há nesse grupo um espírito de força e vontade de ganhar e isso supera qualquer problema”, apostou.
Ao explicar a opção pelos garotos Caio e Marquinho como substitutos de Valdívia, na seleção chilena, e Michael, suspenso, foi direto: “Tinha poucas opções, 17 ou 18 jogadores para trabalhar. Procurei manter as características da equipe, já que o Marquinho se assemelha ao William, faz bem o lado esquerdo, enquanto o Caio é mais armador, mas também se assemelha ao Edmundo”.
O técnico também não se mostrou incomodado quando questionado sobre uma possível pressão pelo fato de o Palmeiras estar há três partidas sem vencer e já seis pontos distante do líder, o Botafogo (14 x 8).
“Pressão é normal e tenho que jogar para ganhar sempre. Como treinador do Palmeiras, não posso pensar em empatar só porque o jogo é fora de casa”, avisou, para, na seqüência, ironizar em cima da seqüência sem êxitos.
“São três jogos sem ganhar, mas dois deles foram contra o São Paulo, que é o atual campeão brasileiro, e contra o Botafogo, que é o melhor time do país no momento segundo a imprensa. Mesmo assim, contra o Botafogo nós jogamos melhor e merecíamos ter saído com a vitória”, desabafou.