Depois de admitir que a seleção não encontrou forças para reagir após o gol da França nas quartas-de-final, Cafu colocou um ponto final na discussão pública com Pelé. Durante a Copa, o Rei do Futebol havia afirmado que a seleção de 1970 era superior ao time de 2006. Roberto Carlos e Cafu rebateram a opinião do ex-jogador.
“Agora já liguei para o Rei, batemos um papo e está tudo certo”, revelou Cafu. Na Alemanha, o lateral brasileiro havia dito que a seleção de 1970 tinha sido ótima, mas que a de 2006 ia procurar ser ainda melhor e conquistar outro título. “O futebol hoje em dia é outro. É muito complicado comparar seleções após 36 anos”, opinou o camisa 2.
Segundo Cafu, o tetracampeonato da Itália só comprovou a tendência de poucos chutes a gol e priorização da marcação. Para o lateral, a expectativa de show criada pela mídia prejudicou demais o Brasil no Mundial da Alemanha. “Criaram uma fantasia muito grande com este “quadrado mágico”. Queriam show e a gente não fez o que se via nos comerciais”, reclamou.
Antes da Copa, a seleção brasileira foi o carro-chefe de uma campanha publicitária que pregava o jogo bonito. Porém, segundo Cafu, esta foi a Copa do “joga feio”. “O Felipão foi muito feliz ao falar sobre este assunto. Quem jogou bonito acabou eliminado logo”, completou o capitão brasileiro.
Apesar da crítica às ilusões vendidas pelos patrocinadores, Cafu acha que cada um pode fazer o que quiser desde que não perca a rotina de treinamentos. “Eu não gravei nenhum comercial. Reclamaram também de entrevistas concedidas de madrugada. Isso é normal e só acontecia de vez em quando. Temos um assessor de imprensa que cuida desta parte. Ele sabe o que é melhor para o grupo neste sentido”, completou o jogador, negando que tenha dado prioridade aos seus recordes pessoais. “Se fossemos campeões, essas marcas viriam naturalmente”.