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Futebol

Brasil x Austrália: todo peso sobre Ronaldo

Arquivo Geral

17/06/2006 0h00

O nome da Copa de 2002 segue sendo a esperança de muitos brasileiros na luta pelo hexa. Ronaldo não precisa exatamente arrebentar neste domingo, às 13h, contra a Austrália, em Munique. Porém, ele ao menos terá de se movimentar e mostrar à torcida e à comissão técnica que está crescendo fisicamente e que vai conseguir entrar em forma até as oitavas-de-final.

Muitos foram os recados de Parreira ao camisa 9 durante o período de preparação. Nas entrevistas, deixou claro que Robinho pode virar titular a qualquer momento. Resignado, o Fenômeno garantiu que aceitará ficar na reserva, caso não agrade na segunda rodada da Copa.

Mais uma vez, todas as atenções estarão voltadas para ele. A pressão é grande e, depois de estrear mal, o Fenômeno foi até uma clínica em Frankfurt para realizar exames. Nenhum problema foi constatado, levantando assim mais uma vez a hipótese de oscilações emocionais do craque nos momentos decisivos, exatamente como aconteceu em 98.

“Eu já tenho a pressão natural de disputar uma Copa do Mundo. Se todos os probleminhas que acontecerem tiverem esta repercussão, as coisas ficarão complicadas”, reclamou Ronaldo.

Jogadores e membros da comissão técnica passaram a semana conversando com o camisa 9 e procuraram dar confiança ao atleta. Zagallo fez seu trabalho, ficou junto do Fenômeno e, na sexta-feira, até dançou uma música dos Rolling Stones ao lado do jogador, na sala de musculação em Konigstein.

“Quem pede a saída do Ronaldo da seleção brasileira só pode estar louco, pois ele é um atleta que desequilibra e tem suma importância para o Brasil. Contra a Austrália não tenho a menor dúvida de que ele vai ser o Fenômeno que todos conhecem”, disse Zagallo, coordenador técnico.

Tese, aliás, defendida também pelo técnico da Austrália, o holandês Guus Hiddink. “O Ronaldo é um jogador que pode decidir o jogo em questão de minutos. Temos que ter toda a atenção com ele, mas também com os outros grandes jogadores do Brasil, como o Kaká e o Ronaldinho Gaúcho”, avisou.

O time brasileiro será o mesmo que sofreu para vencer a Croácia por 1 a 0. Ronaldinho Gaúcho vai procurar atrair a marcação dos adversários para fora da área e assim abrir espaços para os companheiros de “quadrado mágico”. Emerson é o único jogador da seleção que está pendurado com um cartão amarelo.

As possíveis suspensões na terceira rodada, aliás, são a maior preocupação da Austrália. Depois de vencerem o Japão, os australianos temem novos cartões amarelos que desfalcariam o time no jogo contra a Croácia, que pode definir sua inédita classificação para as oitavas-de-final.

Entretanto, Guus Hiddink descartou a idéia que acalentou durante toda a semana de poupar os quatro atletas "amarelados". Desta forma, os defensores Craig Moore e Vince Grella, o meio-campista Tim Cahill e o atacante Aloisi foram confirmados pelo treinador para o confronto de domingo.

“Entraremos em campo como franco-atiradores e por isso jogaremos tranqüilos, sabendo que se não levarmos uma goleada será lucro. Mesmo assim, o saldo de gols pode ser importante para nós na última rodada”, analisou o treinador, que viu Viduka, o astro do time, dizer que achou o Brasil “vulnerável”.

FICHA TÉCNICA
BRASIL X AUSTRÁLIA

Local: Stadion Munchen, em Munique (Alemanha)
Data: 18 de junho de 2006, domingo
Horário: 13 horas (de Brasília)
Árbitro: Markus Merk (Alemanha)
Auxiliares: Christian Schraer e Jan-Hendrik Salver, alemães

BRASIL: Dida; Cafu, Lúcio, Juan e Roberto Carlos; Emerson, Zé Roberto, Kaká e Ronaldinho Gaúcho; Ronaldo e Adriano
Técnico: Carlos Alberto Parreira

AUSTRÁLIA: Schwarzer, Emerton, Neill, Popovic e Chipperfield; Skoko, Culina, Wilkshire e Bresciano; Kewell e Viduka
Técnico: Guus Hiddink

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