Depois de um início preocupante na vitória de 4 a 3 sobre o Egito, a seleção brasileira foi crescendo na Copa das Confederações e terminou como melhor equipe da primeira fase, confirmando a condição de favorito.
Os números da equipe de Dunga no grupo B são impressionantes: foram três vitórias em igual número de jogos, dez gols a favor e três contra. A melhor atuação foi a goleada de 3 a 0 sobre os italianos, atuais campeões do mundo e que vinham como ameaça.
A equipe começou cansada pelo desgaste da maioria dos jogadores na temporada europeia, mas chega ao confronto da próxima quinta, contra a anfitriã África do Sul, com força total e perfeitamente adaptada ao clima.
O técnico Dunga apostou no poder ofensivo para superar os adversários, e parece ter conseguido. A exceção fica por conta do segundo tempo da partida com o Egito, em que desperdiçou uma vantagem de 3 a 1, ao permitir que os egípcios empatassem, e acabou decidindo com um gol de pênalti de Kaká já no final.
Após o 4 a 3, as duas partidas seguintes foram muito boas para a seleção de Dunga, que se impôs com comodidade tanto contra os Estados Unidos como contra a Itália. As duas vitórias foram por 3 a 0.
O time titular pouco mudou, e Dunga só fez as alterações que considerou imprescindíveis, muitas delas por questões físicas.
Júlio César, Daniel Alves, Lúcio, Juan, Kléber, Gilberto Silva, Felipe Melo, Elano, Robinho, Kaká e Luís Fabiano formaram o time titular do primeiro jogo.
Recuperado, Maicon, que tinha problemas físicos no início do torneio, assumiu a lateral direita nas duas seguintes partidas, enquanto a ausência de Juan foi coberta por Miranda ou Luisão em função das características do adversário.
Na segunda partida, André Santos assumiu a lateral esquerda que antes era de Kléber, e Ramires foi para o meio, no lugar de Elano.
Robinho, Kaká e Luis Fabiano foram o trio ofensivo de confiança de Dunga e, por isso, pouco se viu de Nilmar, Josué, Pato, Júlio Baptista e Kleberson.
Com essas boas apresentações, a seleção brasileira parte como favorita para chegar a final. Apesar de no início do torneio ter dito que artilharia não era prioridade, os gols do Brasil saem principalmente de Luís Fabiano, que já marcou três vezes.