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Futebol

Botafogo diz que não entende motivo de ameaça

Arquivo Geral

05/11/2008 0h00

Depois que o procurador do Ministério Público (MP) Cássio Casagrande disse que Bebeto de Freitas poderia ser preso, o Botafogo afirmou que não entende o motivo. O MP decidiu que, caso o clube não pague os salários de seus funcionários (inclusive dos jogadores), o Botafogo terá de pagar uma multa diária de R$ 2 mil por empregado.


Casagrande, então, avisou que o presidente do Botafogo pode ser preso caso a determinação não seja cumprida. O departamento jurídico afirmou que só se pronunciaria quando fosse notificada. Mas, até agora, isso não aconteceu.


A diretora jurídica do Botafogo, Joana Prado de Oliveira, disse que o MP foi precipitado. Joana esclareceu que ainda há outras etapas até a possibilidade de Bebeto de Freitas ser preso.


De acordo com a diretora jurídica, a multa, que seria aplicada a partir do dia 31 de outubro, não tem valor legal, justamente pelo fato de o clube não ter sido notificado.


Joana acredita que a ameaça de Casagrande foi feita porque o clube disse ao Ministério Pùblico do Trabalho que não poderia se comprometer a pagar os salários até o quinto dia útil de cada mês. Isso, segunda Joana, por conta da crise econômica mundial.


O Botafogo pode recorrer da decisão mas, explica Joana, depois que for notificado pelo MP.


 

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